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Correio do Estado, Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 — página 2
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Fracasso na cláusula de barreira pode pôr Lidio e Delcídio no mesmo grupo
REORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA DANIEL PEDRA O fracasso de partidos políticos em superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano poderá colocar novamente no mesmo grupo duas lideranças que se separaram justamente por causa de uma fusão partidária no Estado. Trata-se do deputado estadual reeleito Lidio Lopes (Avante) e do ex-senador Delcídio Amaral (PRD), que poderão voltar a dividir espaço político quase três anos depois de uma disputa pelo comando de uma legenda que levou Lidio Lopes a ficar mais de dois anos sem partido. A ironia é que Lidio deixou o Patriota em dezembro de 2023 para não correr o risco de ficar sob a presidência de Delcídio no Partido Renovação Democrática (PRD), criado a partir da fusão de Patriota e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) .
Agora, pouco mais de seis meses depois de ingressar no Avante, o deputado enfrenFracasso na cláusula de barreira pode pôr Lidio e Delcídio no mesmo grupo Deputado deixou o Patriota em 2023 para não ficar sob o comando do ex-senador no PRD e agora a situação se repete ta novamente uma reorganização partidária que poderá aproximá-lo do ex-senador. O motivo é o desempenho insuficiente do Avante nas eleições do dia 4. A legenda elegeu apenas cinco deputados federais e recebeu 1,59% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, ficando abaixo das exigências da cláusula de barreira, que garante acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Para tentar contornar as restrições, dirigentes nacionais do Avante iniciaram conversas com representantes do Solidariedade e do PRD, que já integram a Federação Renovação Solidária.
Uma das possibilidades em discussão é a união de Avante e Solidariedade, com a manutenção da ligação federativa com o PRD. Caso a articulação avance, Lidio e Delcídio poderão integrar a mesma estrutura político-partidária em MS, embora não necessariamente filiados na mesma legenda. Procurados pela reportagem para comentar a possibilidade de voltarem a integrar o mesmo grupo, Lidio Lopes e Delcídio Amaral preferiram não se manifestar. DESENTENDIMENTO A situação remete a novembro de 2023, quando o TribuO ex-senador Delcídio Amaral e o deputado Lidio Lopes MONTAGEM do mandato na Assembleia Legislativa. Só em abril deste ano, às vésperas do encerramento da janela partidária, Lidio oficializou sua entrada no Avante.
Em maio, assumiu a presidência do partido no Estado e passou a trabalhar na organização da chapa de candidatos a deputado estadual. A mudança garantiu sua participação nas eleições pela nova legenda e a conquista de mais um mandato na Assembleia Legislativa, mas o desempenho nacional do Avante acabou recolocando o parlamentar diante de um problema semelhante ao enfrentado em 2023. Avante, PRD e Solidariedade elegeram 12 deputados federais, um a menos que o mínimo exigido. A fusão, porém, enfrenta obstáculos jurídicos, já que o PRD, registrado em novembro de 2023, só poderá participar desse tipo de operação após completar cinco anos. A opção é a união entre Avante e Solidariedade, mantendo a federação com o PRD.
nal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a fusão entre o PTB e o Patriota, dando origem ao PRD. Na época, Lidio Lopes presidia o Patriota em Mato Grosso do Sul, enquanto Delcídio Amaral comandava o PTB. Com a criação da nova legenda, os dois passaram a disputar a presidência estadual do partido resultante da fusão. O impasse terminou em dezembro daquele ano, quando Delcídio foi escolhido para comandar o PRD no Estado. Antes mesmo da definição oficial, Lidio anunciou sua saída, no dia 12 de dezembro, diante dos indicativos de que não permaneceria à frente da estrutura partidária. O deputado preferiu deixar a legenda a correr o risco de perder o controle político do partido e ficar sem possibilidade de trocar de sigla até uma nova janela partidária.
A decisão fez com que permanecesse sem filiação por mais de dois anos, período em que continuou exercenPsol, PDT e Missão também fracassam Saiba As outras legendas que não superaram a cláusula de barreira são a federação Psol-Rede, que elegeu 15 deputados federais, mas não alcançou a votação mínima exigida em nove estados, o Missão, que elegeu só Kim Kataguiri (SP) e recebeu 1,08% dos votos, e o PDT, que conquistou seis cadeiras e 1,64% dos votos. 3 CORREIO DO ESTADO QUINTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2026 POLITICA
Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.183 do Correio do Estado. Acervo de edições