Correio do Estado

Sábado, 17 de outubro de 202617/10/2026

Edição nº 23.179

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Correio do Estado, Sábado, 17 de outubro de 2026 — página 2

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Vereadores fecham acordo para a abertura imediata da CPI do Tapa-Buraco na Capital

3 CORREIO DO ESTADO SÁBADO/DOMINGO, 17/18 DE OUTUBRO DE 2026 POLITICA ELEIÇÕES 2026 Riedel e Pollon lideraram gastos no Facebook e no Instagram O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o deputado federal reeleito Marcos Pollon (PL) lideraram os gastos com anúncios nas páginas de candidatos que aparecem no relatório da Biblioteca de Anúncios da Meta para Mato Grosso do Sul. A página de Riedel registra R$ 1.428.835, enquanto a de Pollon apresenta pelo menos R$ 921.084 em publicidade paga nas plataformas da empresa, responsável pelo Facebook e po Instagram. Os dados constam do arquivo do dia 13 de outubro, com recorte dos últimos 90 dias. Somadas, as 10 páginas de candidatos com maiores gastos alcançam pelo menos R$ 4.

808.811. Riedel e Pollon respondem por aproximadamente 48,9% desse montante. Para chegar aos valores, foram reunidos os registros de uma mesma página, que aparecem separados no relatório conforme a identificação do responsável pelo pagamento. Dessa forma, o levantamento considera anúncios registrados em nome dos candidatos, das campanhas e dos partidos. Na página de Riedel, são R$ 1.406.866 sob a identificação “Eduardo Riedel” e outros R$ 21.969 vinculados à comissão provisória estadual do Partido Progressista – o total é cerca de 25 vezes maior que o registrado na página de Fábio Trad, de R$ 57.076. Entre os demais concorrentes ao governo, a página do deputado estadual João Henrique Catan (Novo) soma R$ 68.

128, enquanto a do ex-senador Delcídio Amaral (PRD) registra R$ 21.565 e a de Lucien Rezende (Psol), R$ 8.277. SENADO Na disputa pelo Senado, os senadores eleitos Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, ambos do PL, aparecem com os maiores valores. A página de Contar reúne R$ 549.620 e a de Azambuja, R$ 489.761. Juntas, elas ultrapassam R$ 1 milhão. No caso de Azambuja, o montante inclui R$ 465.117 identificados com a campanha eleitoral, R$ 24.395 com o diretório estadual do Partido Liberal e R$ 249 sob o nome dele. Também aparecem as páginas do deputado federal Vander Loubet (PT), com R$ 188.572, do advogado Roberto Oshiro (Novo), com R$ 74.035, e da senadora Soraya Thronicke (PSB), com R$ 13.177.

CÂMARA Entre os concorrentes à Câmara dos Deputados, Pollon tem o maior valor registrado, enquanto o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) aparece em seguida nesse grupo, com R$ 296.574. O deputado federal reeleito Rodolfo Nogueira (PL) soma R$ 269.739, à frente da deputada estadual Mara Caseiro (PL), eleita para a Câmara dos Deputados, com R$ 267.201, enquanto a deputada federal reeleita Camila Jara (PT) registra R$ 203.509 e a advogada Luana Ruiz (PL), R$ 193.916. Fora das 10 primeiras posições, a página da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), que foi eleita para a Casa de Leis, apresenta R$ 133.363. O deputado federal reeleito Beto Pereira (Republicanos) registra R$ 127.930, enquanto a vereaedora douradense Isa Marcondes (Republicanos), também eleita para a Câmara, e o deputado federal reeleito Dagoberto Nogueira (PP) aparecem com R$ 49.

335 e R$ 46.225, respectivamente. Entre os candidatos à Assembleia Legislativa, o vereador campo-grandense André Salineiro (PL), eleito para a Casa de Leis, tem o maior gasto por página, com R$ 130.121. Na sequência aparecem Daverson Matos (PL), com R$ 111.342, e a deputada estadual reeleita Gleice Jane (PT), com R$ 105.105. Outros valores registrados são os de Vivi Tobias (PL), com R$ 98.281, Marcelo Miranda (PP), com pelo menos R$ 95.545, e os deputados estaduais reeleitos Paulo Duarte (PSDB), com R$ 95.292, e Renato Câmara (Republicanos), com R$ 92.203. A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), que também foi eleita, soma R$ 84.856, e os deputados estaduais reeleitos Coronel David (PL) e Gerson Claro (PP) registram R$ 66.

278 e R$ 61.105, respectivamente. O relatório da Meta reúne publicidade sobre temas sociais, eleições ou política e permite consultar gastos por anunciante, período e região. Os valores deste levantamento correspondem às páginas identificadas no recorte de Mato Grosso do Sul e não representam a despesa total das campanhas, que envolve outros serviços e meios de divulgação. (DP) ARTICULAÇÃO Vereadores fecham acordo para a abertura imediata da CPI do Tapa-Buraco na Capital O pedido teve a adesão de 29 parlamentares e passará por análise jurídica antes da definição dos integrantes da comissão DANIEL PEDRA A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, no fim da tarde desta sexta-feira, criar de imediato a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco para investigar falhas nos serviços de manutenção das ruas e avenidas da Capital.

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, após uma reunião com 24 dos 29 vereadores presentes. Os cinco parlamentares que estavam ausentes informaram remotamente o apoio irrestrito à decisão, totalizando 29 assinaturas. A proposta foi apresentada em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) e vinha sendo discutida pelos integrantes do Legislativo. Conforme Papy, a decisão de apoiar a investigação foi tomada coletivamente, depois de um debate sobre a crise na conservação das vias públicas e a falta de soluções para o problema. “Coletivamente, a gente tomou uma decisão. Praticamente todos que estão presentes assinaram a CPI”, declarou o presidente, acrescentando que os vereadores ausentes também estavam se manifestando favoravelmente à iniciativa.

O requerimento será encaminhado à Procuradoria da Câmara, que avaliará os aspectos regimentais, legais e constitucionais do documento. Depois dessa análise, estão previstas a formalização e a publicação dos atos necessários, seguidas da definição IZAIAS MEDEIROS/CMCG Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandenses da presidência, da relatoria e dos demais integrantes da comissão, respeitando a proporcionalidade dos partidos. Papy afirmou que o pedido reúne 10 fatos que deverão ser investigados. O detalhamento, segundo ele, será divulgado após a conclusão da coleta de assinaturas. Já o requerimento original, datado do dia 13 de agosto, propõe um prazo inicial de 120 dias para os trabalhos.

Ao justificar a iniciativa, o presidente da Câmara criticou a condução do serviço pela prefeitura e apontou descaso e negligência na manutenção das vias. Para ele, embora a execução dos reparos seja responsabilidade do Executivo, os vereadores também precisam responder à população pelas condições da cidade. “O parlamento não é culpado disso, mas ele é responsável também pelo resultado da cidade”, afirmou, reconhecendo que as chuvas dificultaram os serviços e atingiram outros municípios, mas disse que a população cobra alternativas para enfrentar a deterioração do asfalto. Na avaliação dele, a gestão deixou de utilizar mecanismos de planejamento, como a priorização de avenidas e pontos críticos, além de enfrentar problemas relacionados a recursos e equipes.

A CPI, conforme Papy, também deverá pressionar o Executivo a organizar uma atuação mais eficiente, com procedimentos capazes de melhorar a qualidade e a durabilidade dos reparos. Entre os pontos apresentados no requerimento original está a redução da previsão orçamentária para o projeto de modernização e requalificação das vias urbanas. Segundo o documento, a dotação passou de mais de R$ 132 milhões, em 2025, para pouco mais de R$ 40 milhões, neste ano, uma queda de quase 70%. O texto também questiona a ausência de resposta ao Requerimento nº 34/2026, aprovado pela Câmara para solicitar informações sobre a execução do tapa-buraco. Conforme a justificativa apresentada, o prazo terminou sem que o Executivo encaminhasse os esclarecimentos.

Outro dado utilizado para fundamentar a investigação é o volume de demandas recebidas pelos vereadores. Das 24.673 indicações encaminhadas à prefeitura no primeiro semestre deste ano, quase 9 mil tratavam de serviços de tapa-buraco, segundo o requerimento. A proposta ainda cobra explicações sobre a permanência dos problemas nas ruas mesmo com a disponibilidade da usina de asfalto do Consórcio CentralMS, presidido pela prefeita Adriane Lopes. O documento informa que a estrutura tem capacidade de produzir 120 toneladas por hora de concreto betuminoso usinado a quente. Também são citadas investigações sobre suspeitas de fraudes em contratos, incluindo manipulação de medições e pagamentos por serviços executados parcialmente ou não realizados.

Esses episódios aparecem no requerimento como justificativas para aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos. Além da apuração, Papy anunciou que está encaminhando um projeto de lei para modificar a forma de contratação dos serviços. Segundo ele, a proposta terá como referência orientações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e buscará ampliar o foco dos contratos para a recuperação asfáltica. O presidente ressaltou que a abertura da investigação deverá ser acompanhada de medidas para melhorar a manutenção das vias e recuperar a confiança dos moradores no poder público. “A população pode confiar na Câmara que nós estamos trabalhando em favor da população, que não aguenta mais cair nos buracos, estragar o carro, ter acidentes”, declarou.

Para Luiza Ribeiro, os números demonstram a necessidade de aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos e a execução dos contratos de manutenção das ruas da Capital. “A CPI do Tapa-Buraco é um instrumento legislativo necessário para esclarecer questões que ainda não estão transparentes na administração pública e permitir que a Câmara e a população compreendam o que está acontecendo com a execução desse serviço em Campo Grande”, afirmou. O parlamento não é culpado disso, mas ele é responsável também pelo resultado da cidade” Epaminondas Vicente Silva Neto, reforçando a necessidade de atuação dos vereadores

Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.179 do Correio do Estado. Acervo de edições

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