Correio do Estado

Quarta-feira, 21 de outubro de 202621/10/2026

Edição nº 23.182

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Correio do Estado, Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 — página 2

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PL e PT de MS intensificam mobilização na reta final da eleição para presidente

DECISÃO DANIEL PEDRA A disputa pela Presidência da República entra na última semana com uma série de mobilizações organizadas pelo PL e pelo PT em Mato Grosso do Sul. As duas legendas intensificam as atividades em Campo Grande e nos municípios do interior para ampliar a votação de seus candidatos no segundo turno, marcado para domingo. Na Capital, os partidos programaram grandes manifestações na Avenida Afonso Pena, no sábado, em horários diferentes. O PT, comandado no Estado pelo deputado federal Vander Loubet, anunciou o chamado Grande Ato da Vitória, a partir das 9h, com concentração no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho. Já o PL, presidido pelo senador eleito Reinaldo Azambuja, prepara uma manifestação para as 15h, envolvendo carros, motocicletas, bicicletas, caminhões e até cavalos na principal via da cidade.

As mobilizações ocorrem em um cenário no qual Flávio Bolsonaro (PL) tenta ampliar a votação obtida no primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reduzir a diferença registrada nas urnas de Mato Grosso do Sul. No primeiro turno, realizado no dia 4, Flávio Bolsonaro conquistou 873.351 votos no Estado, o equivalente a 58,60% dos válidos, enquanto Lula recebeu 516.855 votos, ou 34,68%; a diferença entre os dois candidatos foi de 356.496 votos. PL e PT de MS intensificam mobilização na reta final da eleição para presidente Partidos preparam atos na Avenida Afonso Pena no sábado, com petistas se concentrando às 9h e bolsonaristas às 15h CARREATAS O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que as atividades da campanha de Flávio Bolsonaro serão intensificadas nesta última semana, com reuniões, adesivagens, carreatas e manifestações políticas em municípios de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, a principal mobilização será realizada no sábado, quando os apoiadores deverão ocupar a Avenida Afonso Pena a partir das 15h. “Vai ter cavalo, vai ter tudo: caminhão, carreta, carro, a pé, bicicleta, moto”, afirmou Azambuja, ao detalhar a programação prevista para a Capital. O senador eleito destacou que a mobilização também será realizada em municípios do interior, com participação de prefeitos e lideranças políticas locais. “Eu estou indo para Três Lagoas amanhã [hoje], vou fazer um grande movimento lá, grande carreata. Vai ter Dourados, vai ter todas as grandes cidades e as pequenas também estão todas mobilizadas”, declarou. Azambuja citou ainda Bodoquena, Caracol e São Gabriel do Oeste entre as cidades envolvidas nas atividades da campanha.

“A grande maioria está dentro da campanha”, afirmou, ao comentar a participação dos prefeitos sul-mato-grossenses. Na semana passada, uma reunião organizada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e por Reinaldo Azambuja contou com a presença de cerca de 70 dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul. Durante o encontro, os aliados estabeleceram a meta de alcançar 70% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro no segundo turno. A estratégia envolve a mobilização das administrações municipais e de lideranças partidárias para ampliar o desempenho registrado na primeira votação. MANIFESTAÇÕES Do outro lado, o presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, anunciou uma série de atividades em Campo Grande e no interior para fortalecer a candidatura de Lula.

Na Capital, a programação inclui manifestações de universitários da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), um bloco de carnaval no Centro e o grande ato político marcado para sábado, a partir das 9h, na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho. Vander afirmou que a campanha concentra esforços na tentativa de conquistar eleitores que não participaram da votação no primeiro turno ou optaram por votos brancos e nulos. “As pesquisas têm mostrado a virada do Lula em cima do Flávio e apontando nossa vitória. Então, estamos fazendo uma série de atividades em CamCONCORRIDA Papy aponta 12 interessados em cinco vagas na CPI do Tapa-buraco O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, informou ontem que 12 vereadores demonstraram interesse em ocupar as cinco vagas na CPI do Tapa-buraco.

A definição dos integrantes dependerá de negociações entre as bancadas e deverá respeitar a proporcionalidade dos partidos. Os interessados são Ana Portela (PL), André Salineiro (PL), Rafael Tavares (PL), Dr. Lívio Leite (União Brasil), Luiza Ribeiro (PT), Wilson Lands (Avante), Leinha (Avante), Maicon Nogueira (PP), Beto Avelar (PP), Riverton de Souza (PP), Coringa (MDB) e Flávio Cabo Almi (PSDB). O requerimento de abertura, apresentado por Luiza Ribeiro (PT), reuniu 24 assinaturas presenciais na sexta-feira e mais cinco vereadores autorizaram acrescentar os nomes deles, totalizando 29 assinaturas, número mais do que suficiente para solicitar a investigação – são necessárias apenas 10 assinaturas.

A instalação da comissão aguarda a análise da Procuradoria Jurídica da Casa, responsável pela emissão de parecer técnico. Papy explicou que a quantidade de interessados exige mais tempo para organizar a composição. “Sei que existe uma expectativa da população sobre quem serão os membros”, afirmou, completando que “agora todo mundo quer”. O presidente relacionou a mobilização dos parlamentares ao agravamento das condições das ruas e à insatisfação dos moradores. “Ninguém consegue andar pela cidade. Nos últimos dias, com o aumento das chuvas, ficou impossível transitar em alguns locais. A população chegou a um nível de indignação muito grande”, declarou. Ele também defendeu que a investigação tenha como objetivo esclarecer os problemas e identificar responsabilidades.

“A CPI não é uma caça às bruxas, mas uma forma de responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, principalmente, esclarecer a população”, acrescentou. No PL, os três integrantes da bancada – Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares – estão entre os interessados, enquanto no Avante, Wilson Lands e Leinha também pretendem integrar a comissão. Maior bancada da Câmara, com cinco vereadores, o PSDB tem dois interessados, enquanto o PP, que reúne quatro vereadores, Maicon Nogueira, Beto Avelar e Riverton de Souza estão entre os interessados. Além das vagas, a presidência da comissão já movimenta as articulações. O PT pretende indicar Luiza Ribeiro, autora do requerimento, e trabalha para que ela comande a investigação, recebendo o apoio dos colegas Landmark Rios (PT) e Jean Ferreira (PT).

(DP) Presidente da Casa de Leis, Papy (PSDB), falando com a imprensa Vai ter cavalo, vai ter tudo: caminhão, carreta, carro, a pé, bicicleta e moto” Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul Estamos fazendo uma série de atividades em Campo Grande e no interior” Vander Loubet, presidente do PT em Mato Grosso do Sul Apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro em Campo Grande Militantes do PT em ato em prol do presidente Lula na Capital FELIPE MACHADO DIVULGAÇÃO po Grande e no interior para fortalecer a campanha e atrair ao máximo a atenção daquelas pessoas que votaram branco ou nulo ou que não foram votar no primeiro turno”, declarou. O parlamentar também destacou que o objetivo é melhorar o desempenho eleitoral de Lula em Mato Grosso do Sul e contribuir para o resultado nacional da disputa.

“Aqui em Mato Grosso do Sul, nosso objetivo é ampliar a votação do Lula em relação ao primeiro turno e contribuir de forma importante para a vitória da reeleição do presidente”, acrescentou. ABSTENÇÕES Além das mobilizações de rua, a disputa pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno está entre os desafios das campanhas nesta reta final. Mato Grosso do Sul registrou 483.210 abstenções no dia 4, número equivalente a 23,87% do eleitorado, o maior do País. O total de ausentes supera em 126.714 eleitores a diferença de votos registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no Estado, embora não seja possível determinar a preferência política de quem não votou. Para o PT, a recuperação de parte desse eleitorado pode contribuir para ampliar a votação de Lula, enquanto o PL concentra esforços na mobilização de seus apoiadores e na participação das lideranças municipais para alcançar a meta estabelecida pelos aliados.

IZAÍAS MEDEIROS/CMCG POLITICA

Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.182 do Correio do Estado. Acervo de edições

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