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Ministro diz que não cabe ao TSE fiscalizar desafios de candidatos
CLÁUDIO HUMBERTO Sonolência seletiva A Comissão de Ética Pública da Presidência também proíbe, mas se finge de morta diante do episódio do uísque de R$ 500 mil. Aproximação custa caro O caso ilustra o uso de presentes de alto luxo para comprar aproximação com o poder em meio a investigações envolvendo o Banco Master. Abrindo porta dos fundos Vorcaro tentava proteger seu banco do desastre e havia acertado propina de R$ 1 bilhão com amigos de Lula para “acessar” os fundos de pensão. Não se fez de rogado Lula usou o amigo Walfrido Warde, advocado de Vorcaro, para agradecer pelo uísque. Ao “Canal Livre”, da Band, Lula admitiu ter bebido a garrafa. Na véspera do 2º turno de 2022, Lula era inflacionado Na véspera do segundo turno, em 2022, institutos de pesquisa ainda apostavam alto em vitória folgada de Lula contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Datafolha, no mesmo sábado, ficou em 52% a 48%. O Ipec (ex-Ibope) deu Lula com 54% e Bolsonaro com 46% dos votos válidos, vantagem de 8 pontos. O Ipespe, dias antes, marcava 53% a 47%. As urnas, no entanto, registraram a eleição mais apertada da história: 50,9% a 49,1%, só 1,8 ponto de diferença. Erro feio A pesquisa AtlasIntel divulgada um dia antes de os brasileiros definirem o presidente, há quatro anos, apostou em 53,4% a 46,6%. Errou feio. Exceções Só Paraná Pesquisas (50,4% a 49,6%) e CNT/MDA (51,1% a 48,9%) se aproximaram do placar real do segundo turno em 2022. Sempre o mesmo erro No primeiro turno deste ano, quase todos os institutos de pesquisa viam vitória de Lula. Em 2022, o petista também foi amplamente inflacionado.
Muro agora preocupa O PT se preocupa com a “neutralidade” de três governadores no Nordeste (Pernambuco, Alagoas e Maranhão) que não pediram votos para Lula no segundo turno. A votação pode cair nesses estados. Mal do País Ex-governador de São Paulo, João Doria declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. O empresário cravou: a reeleição é um mal para o Brasil. Pesquisas a granel Foram registradas no TSE 48 pesquisas sobre a disputa presidencial entre sábado e segunda-feira. Dos 45 levantamentos entre o primeiro turno e esta sexta-feira, o candidato do PL liderava em 41. Baixaria Deltan Dallagnol acusou Guilherme Boulos, ministro de Lula, de mandar assessores tumultuarem gravação no TSE ao buscar o sigilo de Lula.
Burros n’água. “Mais uma vez descumpriu a promessa”, lamentou. Do céu ao inferno Saiu de “recebido por Lula no Planalto” para alvo da militância petista o influenciador baiano João Ensina, ativista do movimento autista. Não foi perdoado por declarar voto em Flávio Bolsonaro após cortes no BPC. Sabe de nada “Mensalão”, aloprados, caso de Rosemary Noronha, “petrolão”, sítio de Atibaia, imagens de Gonçalves Dias no 8 de Janeiro, escândalo do INSS e de Lulinha foram alguns dos casos listados pelo senador eleito Filipe Barros (PL-PR) em que Lula disse que “não sabia”, como o uísque de Vorcaro. Cai quem quer Lula não conseguiu dobrar Maria Claudia Bucchianeri, chefe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
A turma do petista entregou um telefone “na caixa” para análise do sigilo. A advogada percebeu e acusou o golpe. Promissória O perdão a caloteiros do MEI, em desrespeito a quem sempre se apertou para pagar tudo em dia, é automático, mas o suposto “Pix de R$ 5 mil” só Deus sabe quando e se virá. O governo trata como coisa futura. Pensando bem... também será o 2º turno dos institutos de pesquisa. COM RODRIGO VILELA E TIAGO VASCONCELOS Entregando comunistas No golpe de 1964, a polícia prendeu em Curitiba o advogado Noel Nascimento. Um major queria nomes de comunistas. “Não conheço nenhum comunista, major”, disse o advogado. “Claro que conhece e tem que contar. Ou se arrepende”, garantiu o militar.
“Mas eu tenho medo. Conheço dois, mas eles podem se vingar de mim”, avisou Nascimento. “Não tenha medo”, suavizou o major. “Não diz que fui eu quem disse? Conheço Kruschev e Mao Tsé-Tung”. Noel ficou um mês na solitária. PODER SEM PUDOR Lula ofendeu leis federais com uísque de R$ 500 mil Ao aceitar do ex-banqueiro Daniel Vorcaro uma garrafa de uísque The Macallan 1945 avaliada em R$ 500 mil (mais de 80 mil euros), Lula (PT) pode ter ofendido ao menos duas leis federais, a começar pelo Estatuto do Servidor Público (Lei nº 112/1990), que o proíbe de receber presentes de qualquer valor ofertados por pessoas, empresas ou entidades com interesse em suas decisões ou do órgão em que ele atua. Lula também ignorou a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12.
813/2013), por motivos óbvios. A corrupção é sempre feita às escondidas” Carol de Toni (PL-SC), senadora eleita, sobre a balela de Lula e a quebra de sigilo claudiohumberto.com.br @colunach 4 POLÍTICA CORREIO DO ESTADO SÁBADO/DOMINGO, 24/25 DE OUTUBRO DE 2026 PEDIDO Campanha de Lula pede cassação da candidatura de Flávio por suspeitas no caso “Dark Horse” ESTADÃO CONTEÚDO A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao corregedor da Justiça Federal, Ricardo Villas Bôas Cuêva, a cassação da candidatura de oposição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por financiamento eleitoral ilícito. O pedido se baseia em informações da investigação sobre o filme “Dark Horse”, obra biográfica de Jair Bolsonaro.
Segundo a defesa do petista, o aporte de US$ 12 bilhões efetuado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, levanta suspeita sobre uso de recursos ilícitos na campanha eleitoral do parlamentar. “Aqui, portanto, há, primeiramente, a captação e possível emprego de recursos vultosos e excessivos com claro condão de interferir sobre a paridade de armas sobre o processo eleitoral, na medida em que a movimentação financeira envolvendo o filme ‘Dark Horse’ se projeta na ordem de R$ 69 milhões, enquanto que o limite de gastos para a campanha à Presidência da República é de R$ 133.416.046,20, mais da metade, portanto”, diz. A injeção de recursos foi efetuada a título de financiamento para o longa-metragem por meio da Entre Investimentos, cujo administrador era Antonio Carlos Freixo Jr.
um dos operadores financeiros do banqueiro acusado de fraude. O fundo beneficiado pelos valores é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que também presta serviços para o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que hoje vive nos Estados Unidos. PETIÇÃO A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato de oposição à Presidência, voltou a pedir ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, a cassação do registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa vez, o candidato do PL acusa o petista de uso eleitoral da Rádio Nacional. Na petição, protocolada nesta sexta-feira, também defende investigação contra a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, e o apresentador do programa “Alô Alô Brasil”, Agostinho Luiz Teixeira.
A defesa de Flávio pede ainda que sejam coletados o contrato do jornalista com a estatal, o roteiro do programa, suas gravações integrais e a relação das emissoras que o transmitiram. O objetivo é que o material seja enviado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que seja feita investigação sobre abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação oficiais. O documento também lista uma série de ocasiões em que Teixeira utilizou os microfones da rádio pública para replicar discurso similar ao da campanha de Lula. Na terça-feira, ele sugeriu durante a programação da manhã, que, se eleito, Flávio poderia rever o Bolsa Família. “Então, propor uma regra de transição de em dois anos você tirar as pessoas do Bolsa Família, está claro para mim o que está sendo proposto aqui.
[...] É o mesmo procedimento que foi adotado por Jair Messias Bolsonaro. Alguém se escandaliza com isso? Agora, soberanamente, você eleitor decide o que você quer. [...] Está sendo informado, faltando cinco dias e você vai escolher soberanamente no próximo domingo quem você quer como presidente”. (EC) Flávio quer cassar chapa de Lula por uso de rádio pública GUERRA DE SIGILOS Ministro diz que não cabe ao TSE fiscalizar desafios de candidatos AGÊNCIA BRASIL O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou nesta sexta-feira a decisão em que liberou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a divulgarem, por conta própria, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos.
Na decisão, Mendonça disse que não cabe ao TSE fiscalizar “desafios” lançados pelas campanhas dos presidenciáveis. Na quinta-feira, Mendonça decidiu que as campanhas não precisam de uma decisão da Corte para liberarem os sigilos. Contudo, as campanhas de Lula e Flávio continuaram com a intenção de solicitar ao TSE a mediação da divulgação dos sigilos. Os presidenciáveis entregaram procurações para viabilizar a divulgação das informações. No entendimento do ministro, as novas manifestações não vão mudar sua decisão sobre o caso. “Se o propósito é a transparência, que ela seja exercida desde já, por iniciativa dos respectivos titulares. Quem quer abrir o sigilo de informações bancárias, fiscais, telefônicas e de gastos com cartão corporativo, abre e publica, sem subterfúgios.
Trata-se de transparência ativa, que dispensa a intermediação desta Corte”, afirmou. André Mendonça diz que cabe aos candidatos mostrar seus sigilos e que não precisam da justiça eleitoral para agirem de modo transparente O ministro André Mendonça, do TSE, disse que cabe aos candidatos abrirem seus sigilos STF ENTENDA O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, no dia 18, que vai abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como de seus familiares, desde que o adversário, Flávio Bolsonaro, faça o mesmo. Lula, candidato à reeleição, enviou na terça-feira ao TSE um requerimento autorizando que fossem levantados seus sigilos. No dia seguinte, o candidato Flávio Bolsonaro enviou à Corte Eleitoral autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, com a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.
Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário. Na quinta-feira, o senador Camilo Santana (PTCE), integrante da campanha de Lula, apresentou um termo assinado pelos candidatos à Presidência da República em que autorizam a abertura do sigilo bancário, fiscal e telefônico de ambos. O documento foi protocolado no TSE e seria analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral. O ministro André Mendonça decidiu que as campanhas poderiam divulgar os sigilos conforme acordo assinado entre os candidatos. O desafio foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante debate na TV aberta. Saiba
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Correio do Estado, Sábado, 24 de outubro de 2026 — página 5
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Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.185 do Correio do Estado. Acervo de edições