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Correio do Estado, Sábado, 24 de outubro de 2026 — página 4
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Turismo de pesca cresce 68% e movimenta milhões em MS
ECONOMIA 5 CORREIO DO ESTADO SÁBADO/DOMINGO, 24/25 DE OUTUBRO DE 2026 MOVIMENTAÇÃO O turismo em Mato Grosso do Sul já representa um dos pilares da economia, com cerca de R$ 4 bilhões em movimentação ou cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Dentro desse setor, há um nicho quase que exclusivo para o Pantanal, com recorte para Corumbá, que é o da pesca esportiva. Nos dados mais recentes do Observatório do Turismo de Mato Grosso do Sul, o fluxo de turistas para MS cresceu 68% no período de cinco anos, muito acima do que ocorreu com Bonito, que registrou 30% de aumento no mesmo período. Nesse contexto, as mulheres representam também um dos públicos que mais têm contribuído para incrementar a experiência de conhecer o Pantanal por meio do esporte da pesca.
Na grande maioria, esses turistas que escolhem a modalidade pesca-e-solte, majoritariamente praticada na Capital do Pantanal, também são os que têm o ticket médio mais alto na comparação com outras oportunidades do setor. O gasto de quem vai para a pesca esportiva é de R$ 6,6 mil por viagem, o que daria média de R$ 1.320 por dia. Em Bonito, que é em número absoluto o grande destino de Mato Grosso do Sul, o turista gasta cerca de R$ 931 por dia, ou R$ 4,6 mil por viagem. Como a presença masculina ainda é massiva entre os visitantes, algo em torno de 79%, é com holofotes para as mulheres que o setor em Corumbá tem trabalhado para atrair mais pessoas e incrementar o movimento econômico da Região Pantaneira.
É de Mato Grosso do Sul, por exemplo, o primeiro projeto nacional de repercussão no País e fora dele que promoveu a pesca esportiva feminina como gancho para diferenciar o destino. Esse projeto, chamado de Anzol Rosa, vai acontecer entre o fim deste mês e o começo de novembro para movimentar 1,2 mil turistas de Brasil, Bolívia e Paraguai, além de dezenas de SÚZAN BENITES barcos-hotéis que ficam em Corumbá. Esse fluxo de mulheres na modalidade no Estado aumentou em 140% entre 2022 e a edição deste ano. TENDÊNCIA Todo o interesse pelo destino e o fortalecimento dessa tendência envolveu mobilização e promoções em grandes eventos do setor. Neste ano, o atrativo foi divulgado na principal feira da pesca esportiva do Brasil, em março.
O mesmo ocorreu em anos anteriores. Também houve ações ativas no 4º Fórum Nacional do Turismo da Pesca, que abordou neste ano o tema Ações e Estratégias para Atrair o Pescador Estrangeiro para Destinos de Pesca Brasileiros. “É importante sempre estarmos presentes para manter nosso posicionamento de um dos líderes na Pesca Esportiva no País. É um espaço para o trade sul-mato-grossense negociar e apresentar novidades do segmento”, comentou o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), Bruno Wendling, via assessoria. Empresária do setor e referência nacional na pesca esportiva, Joice Carla Santana Marques, proprietária da Joice Tur, em Corumbá, contribui para ampliar a visão sobre o mercado que a pesca esportiva movimenta.
“Quem vem pescar no Pantanal não vai só para o rio. Ele se hospeda, consome nossa gastronomia, contrata piloteiro, compra equipamento, conhece a cidade e volta. A pesca esportiva é a porta de entrada de uma cadeia inteira do turismo em Mato Grosso do Sul, e cada temporada sustenta desde famílias ribeirinhas até diferentes empresas”. Ela ainda acrescenta que Corumbá fica na vanguarda do setor porque atualmente abriga a maior frota de barcos-hotéis da América Latina, com mais de 25 embarcações que atendem da exigência mais luxuosa com a presença de artistas e famosos, a públicos que se adéquam a versões mais rústiTurismo de pesca cresce 68% e movimenta milhões em MS Com gasto médio de R$ 6,6 mil por viagem, turistas da pesca esportiva impulsionam negócios em Corumbá, enquanto presença feminina cresce 140% no segmento cas de embarcações.
As viagens com as turistas e os turistas saem de Corumbá e navegam o Rio Paraguai acima até chegarem na divisa com Mato Grosso, no município de Poconé, onde fica a Serra do Amolar. Ou viajam rio abaixo até a região de Forte Coimbra, um ponto histórico e que foi decisivo na época da Guerra do Paraguai. EXPERIÊNCIA Por conta desse cenário que vem incentivando mulheres a praticarem a pesca esportiva e o aumento da demanda por atendimentos diferenciados e mais qualificados em embarcações, o destino Corumbá tem buscado aprimorar qualificações. O Senac-MS, a Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo (Acert) e a Prefeitura de Corumbá, por meio da Fundação de Turismo do Pantanal, estão promovendo capacitações na área de gastronomia no município em novembro.
As turistas que já conheceram o destino reconhecem grande valor porque conseguem combinar natureza e experiências nesse tipo de viagem. “A história da pesca sempre foi uma coisa meio de homem, mas quando fui para o Rio Paraguai, eu acabei vendo muita mulher, além de famílias. É uma experiência marcante”, contou Lilia Maria Gouveia Bezerra, psicopedagoga. “É uma experiência incrível porque a gente tira um tempo que é só para gente, em meio a natureza, com cenários lindos”, opinou Delari Maria Bottega, pedagoga. O Ministério do Turismo vem apontando que o investimento na pesca esportiva tende a gerar muitos negócios. No País, uma estimativa aponta que há 8 milhões de pessoas praticantes da modalidade, gerando diretamente e indiretamente 200 mil empregos.
Em Mato Grosso do Sul, todo turista precisa estar licenciado com documentação de pesca, que é emitida pelo sistema Siriema, do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul), ou seja, é feita também arrecadação estatal direta. O valor varia de pouco mais de R$ 83 a R$ 27, dependendo do prazo de validade da licença. Conforme apurado, mais de 54 mil licenças já foram emitidas para pescadores amadores e esportivos no Estado ano passado. O Pantanal de Corumbá concentra a maior parte desta demanda. (Colaborou Rodolfo César) FOCO EVELYN THAMARIS Produtos avícolas de Mato Grosso do Sul estão incluídos nas restrições temporárias impostas pela Malásia e pelo México às importações brasileiras após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina.
As medidas variam conforme o país e o tipo de produto, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na quarta-feira. A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o Brasil. A medida mexicana é mais abrangente e inclui aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias, além de determinadas categorias de aves ornamentais e de companhia. Outros três países adotaram restrições específicas para produtos originários de Santa Catarina. Arábia Saudita e China suspenderam as importações de carne e produtos cárneos de aves do estado. Já o Chile restringiu a entrada de diferentes produtos, entre eles carne fresca de aves, ovos para consumo humano e ovos férteis.
O foco da doença foi confirmado no dia 18 deste mês, em um estabelecimento de criação comercial de perus de corte localizado em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. De acordo com o Mapa, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas à produção de carne para consumo. Após a confirmação, o estabelecimento foi interditado e teve a movimentação de aves suspensa. O ministério também declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba e nos municípios catarinenses de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Em atualização divulgada na quinta-feira, o Mapa informou que o descarte sanitário das aves havia sido concluído e que os procedimentos de limpeza e desinfecção estavam em andamento.
As equipes também mantêm a vigilância epidemiológica e o monitoramento de propriedades próximas ao local do foco. Malásia e México restringem produtos avícolas de MS INDICADORES Contribuição à Previdência Social Em R$ Em R$ Janeiro/2026 R$ 1.621 POUPANÇA SALÁRIO MÍNIMO INSS ALUGUEL CÂMBIO ANTIGA (Dep. feitos até 3/5/2012) OUTUBRO 24= 0,6654% 25= 0,6339% 26= 0,6031% NOVA (Dep. feitos a partir de 4/5/12) OUTUBRO 24= 0,6654% 25= 0,6339% 26= 0,6031% Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de fevereiro de 2026. SALÁRIO DE ALÍQUOTA PARA FINS DE CONTRIBUIÇÃO (R$) RECOLHIMENTO AO INSS (%) Até 1.621,00 7,5% De 1.
621,01 a R$ 2.902,84 9% De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 14% Fonte: INSS UFERMS (Jan/22) UAM/MS (Dez/21) UFIR (Jan/23) 43,24 5,9227 4,3329 UNIDADES FISCAIS Moeda Venda Compra INFLAÇÃO Índices MAI JUN JUL AGO 12M IPCA do IBGE (%) 0,58 0,16 0,07 -0,32 4,22 IPCA Campo Grande 1,31 0,02 0,00 -0,20 4,69 INPC/IBGE 0,65 0,14 -0,01 -0,32 3,98 IGP-M/ FGV 0,84 -0,50 ‑1,16 -0,22 2,16 IGP-DI/FGV 0,87 -0,79 -0,86 0,06 2,77 IPC/FIPE 0,45 0,18 -0,03 0,01 3,57 Reajuste de contratos em setembro de 2026 IGP-DI IGPM INPC IPC IPCA FGV FGV IBGE FIPE IBGE Índice de setembro de 2026 2,61% 2,17% 3,98% 3,55% 4,22% Fator de correção anual 1,026134 1,021782 1,039832 1,035542 1,042234 Fonte: IBGE/FGV/FIPE *Multiplique o aluguel pelo fator para encontrar o novo valor.
*O fator de correção anual é o acumulado dos últimos 12 meses. *Os índices de Maio geram os reajustes de Outubro. Fechamento: 23 de outubro de 2026 COTAÇÕES E ÍNDICES DÓLAR COMERCIAL R$ 4,9926 R$ 4,9931 DÓLAR PARALELO R$ 5,12 R$ 5,22 DÓLAR TURISMO R$ 5,1100 R$ 5,1920 AGROPECUÁRIO Fechamento: 23 de outubro de 2026 (em R$) Chapadão do Sul Dourados Chapadão do Sul Dourados Boi - Região Oeste Boi - Região Sul Vaca - Região Oeste Vaca - Região Sul 52,50 53,00 138,00 142,50 368,89 373,81 347,57 354,13 Saca - Milho Saca - Soja Bovinos Arroba à vista e livre de Funrural Fonte: www.famasul.com.br +0,47% -1,13% BOVESPA EURO 205.082,56 PONTOS R$ 5,5890 -0,92% DÓLAR R$ 4,9931
Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.185 do Correio do Estado. Acervo de edições