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Terça-feira, 27 de outubro de 202627/10/2026

Edição nº 23.187

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Correio do Estado, Terça-feira, 27 de outubro de 2026 — página 6

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Duplicação em rodovia da Rota da Celulose deve começar no ano que vem

INFRAESTRUTURA Agesul retoma pacote de R$ 2 bilhões para tapa-buraco em rodovias NERI KASPARY Cinco meses depois de dar início ao pacote de licitações que soma R$ 2 bilhões para contratação de empreiteiras que farão a manutenção permanente de vias com e sem asfalto em diferentes regiões do Estado, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) agendou para amanhã o segundo passo do certame em uma das cinco licitações nas quais foi dividida a disputa. Conforme publicação do Diário Oficial de ontem, os nomes das empresas habilitadas para continuar na disputa pelos quatro lotes que estão sendo ofertados nas regionais de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Bandeirantes serão divulgados amanhã.

O valor máximo que o governo está disposto a desembolsar por um período de três anos nas quatro regionais é de R$ 446.760.107,43. Mas, como o edital prevê prorrogação por até 10 anos sem a realização de nova licitação, este valor pode ser multiplicado por três. Entre as interessadas nesta disputa estava a empreiteira Força, que no início do certame, em maio, se inscreveu com o antigo nome, Rial. Mas, depois da eclosão do escândalo dos supostos desvios nos serviços de tapaburaco em Campo Grande e da prisão de seu proprietário, mudou de nome. Porém, não entregou a documentação exigida e no começo de setembro acabou sendo excluída. Com outras 19 empresas estava na disputa pelo concos Sem Fim, realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes.

De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025, a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buraco em estradas das regiões de Costa Rica e Três Lagoas. Com valores que chegam a quase R$ 2 bilhões, as cinco licitações para manutenção de estradas estão dividido em 18 lotes em diferentes regiões do Estado. Além desta de R$ 446 milhões, outras quatro devem voltar a tramitar nas próximas semanas. Os valores são de R$ 302 milhões, R$ 240 milhões, R$ 323 milhões e R$ 687 milhões.

AFASTADO Tiago Vargas é reintegrado à Polícia Civil após 6 anos “Reinaldo Azambuja, você não tem vergonha na cara, um dos piores bandidos do Estado é você, você deveria estar preso, seu corrupto, seu canalha, e não mandando a nossa polícia fazer blitz aqui na cidade de Campo Grande às 9h da manhã. Quem faz blitz [às] 9h da manhã, governador do Estado, não quer pegar vagabundo, meu irmão”, disse Tiago no vídeo. Na época, a 14ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, pediu que ele fosse condenado pelos crimes de injúria e difamação. As penas somadas poderiam alcançar até dois anos de detenção. Além da condenação, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que Tiago Vargas pagasse indenização de R$ 40 mil por ter usado as redes sociais para ofender Azambuja.

NAIARA CAMARGO Tiago Henrique Vargas foi reintegrado ao cargo de agente de Polícia Judiciária, na função de investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) e assinada pelo governador Eduardo Riedel (PP). Ele havia sido demitido no dia 16 de julho de 2020 e ficou seis anos afastado do cargo após “peitar” o então governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PL), xingandolhe de “canalha e corrupto”. Em 2020, Tiago publicou um vídeo em suas redes sociais reclamando de uma blitz, realizada no período da manhã, pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS). No vídeo, ele xinga Azambuja. trato de até R$ 98.

654.090,46 para manutenção de estradas na região de Ribas do Rio Pardo. Assim como a Força, ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e, a princípio, estão fora da disputa. O controlador da Força, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, no dia 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos sem fazer os serviços de tapa-buraco em quatro das sete regiões de Campo Grande. O empresário foi preso com outras seis pessoas durante a operação BuraINFRAESTRUTURA A duplicação das rodovias que estão inseridas na concessão da Rota da Celulose deve começar até junho de 2027, com a BR-262 no trecho de Campo Grande a Ribas do Rio Pardo sendo a primeira a ser contemplada.

A data do começo das obras foi confirmada pelo presidente do grupo Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, em cerimônia realizada na manhã de ontem, ao lado do governador Eduardo Riedel (PP) e outros representantes da concessionária. Segundo ele, a duplicação começa pela Capital em direção a Ribas do Rio Pardo, onde está a fábrica de celulose da Suzano S.A., a maior fábrica de eucalipto em linha única do mundo. “A duplicação está prevista para começar já no ano que vem, com 10 quilômetros de duplicação a partir de Campo Grande em direção a Ribas do Rio Pardo. Nós já estamos trabalhando no projeto e, vocês sabem, é um trecho bem desafiador, são muitas interferências. Nós estamos muito otimistas, o projeto está indo superbem.

Então, a partir do ano que vem, a gente já começa essa duplicação com 10 km de rodovia”, disse em coletiva. Conforme apuração do Correio do Estado, as obras vão começar ainda no primeiro semestre de 2027. Vale lembrar que quando o contrato foi assinado, em fevereiro deste ano, houve FELIPE MACHADO ALICIA MIYASHIRO GERSON OLIVEIRA Duplicação em rodovia da Rota da Celulose deve começar no ano que vem O trecho da BR-262 que vai de Campo Grande a Ribas do Rio Pardo será o primeiro a ser contemplado, iniciando pela Capital ponibilizados estão 13 ambulâncias de resgate, sendo uma totalmente elétrica, 13 guinchos leves e seis pesados. Os equipamentos serão utilizados em atendimentos pré-hospitalares, remoção de veículos envolvidos em acidentes e liberação de pistas.

A estrutura também inclui cinco caminhões-pipa, destinados ao combate a incêndios e outras demandas operacionais, além de cinco veículos com equipamentos de guindauto e do tipo boiadeiro, utilizados na movimentação de cargas e no transporte de animais. Outros sete veículos serão responsáveis pela inspeção das rodovias, com a identificação de problemas que possam comprometer a segurança dos motoristas. A frota é completada por sete veículos de supervisão operacional, que atuarão no acompanhamento e na coordenação dos serviços. Além da ampliação da frota, a concessionária incorporou equipamentos tecnológicos para auxiliar as equipes durante os atendimentos. Entre os recursos estão câmeras corporais, conhecidas como body cams, cao detalhamento de alguns dos planos da concessionária para a BR-262.

A ideia é que este trecho de 86,5 km, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, seja completamente duplicado até o sexto ano da concessão, com a duplicação de um trecho de 3,2 km próximo a Três Lagoas. Naquela ocasião, De Donno disse que eram números iniciais e que poderiam passar por alteração a depender dos investimentos. “Os estudos técnicos com a evolução do tráfego podem encarar novos investimentos, que podem ser incorporados e serão incorporados à medida que o contrato é flexível. Conforme o volume de tráfego, conforme a capacidade da via vai se esgotando, novas intervenções vão sendo promovidas. Então, esses números são iniciais do projeto”, destacou na época. Durante a cerimônia de ontem, o presidente da concessionária também destacou outros projetos previstos pela concessão, como o acostamento na MS-040, uma das rodovias estaduais englobadas no contrato.

“Há outros investimentos de grande porte que vão trazer segurança para a rodovia, como os acostamentos, por exemplo, na MS-040, que hoje não tem acostamento. Nós acreditamos que esses investimentos vão mudar, de fato, as características dessas rodovias, trazendo mais segurança e conforto”, afirmou De Donno. O projeto Rota da Celulose é composto por trechos das rodovias federais BR262 e BR-267, além das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. Ao todo, são 870 km e R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a despesas de capital e R$ 3,2 bilhões a custos operacionais. MAIS A cerimônia também serviu para apresentar a operação de 56 veículos destinados ao atendimento de motoristas que trafegam pela Rota da Celulose.

A estrutura reúne ambulâncias, guinchos, caminhões de apoio e equipes de inspeção, com o objetivo de ampliar a segurança e agilizar o atendimento de ocorrências. Entre os 56 veículos dispazes de transmitir imagens em tempo real ao Centro de Controle Operacional (CCO). O sistema permite que as ocorrências sejam acompanhadas a distância, inclusive com orientação médica aos profissionais que estiverem nas rodovias. O governador Eduardo Riedel, por sua vez, destacou os investimentos previstos e afirmou que o contrato de concessão é moderno e oferece segurança jurídica. Sobre o sistema free flow, com a cobrança de pedágio sem a necessidade de praças físicas, Riedel explicou que a implantação ocorrerá após o início de uma série de ações previstas no contrato.

Depois que as exigências forem cumpridas, a concessionária instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido. “O valor vai variar, a gente tem o que nós chamamos de trecho de cobertura de praça, cada trecho ele tem um valor diferenciado, vai variar em torno de R$ 15 e R$ 15,50”, reforçou De Donno em fevereiro, que também anunciou na época que motoristas que tiverem tag no veículo, terão desconto de 5% na cobrança do pedágio, que começa no 13º mês da concessão, ou seja, em março de 2027.

Duplicação começará em Campo Grande e deve atingir trecho até a fábrica de celulose da Suzano O consórcio é formado pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações, CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica, Conter Construções, Construtora Caiapó, Ética Construtora, Distribuidora Brasileira de Asfalto e Conster Construções. Saiba

Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.187 do Correio do Estado. Acervo de edições

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