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Correio do Estado, Sábado, 31 de outubro de 2026 — página 8
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A coluna mais fofa de MS
ESTREIA NESTE SÁBADO A COLUNA MENSAL EXCLUSIVA, RESERVADA PARA ASSINANTES DO CORREIO DO ESTADO, EM QUE OS TUTORES MAIS APAIXONADOS número é ainda mais preocupante e chega a 90% de casos não-benignos, com grande potencial de metástase e evolução rápida. A prevenção e o diagnóstico precoce são a chave para salvar vidas.
Nossa modelo deste dia de campanha é a Zoe, essa linda chow-chow cara caroço não significa necessariamente câncer, mas requer investigação, e é importante buscar um profissional para a devida avaliação. Principalmente em animais idosos, as neoplasias aparecem como uma causa importante da morbidade e mortalidade desses bichinhos.
Márcia Chaves cita que, apesar do câncer ser uma doença importante na medicina veterinária e que os animais estão vivendo mais, não existe um número específico sobre a incidência desses casos como há para os seres humanos.
“Ainda não temos no Brasil um sistema nacional que registre todos os casos de
EXPÕEM OS AMIGOS PETS QUE COMPLETAM AS SUAS VIDAS melo de laço e peitoral rosa, com sua característica e charmosa língua roxa que é marca registrada da raça, para simbolizar que amor também é cuidado preventivo e que um simples gesto de atenção pode garantir muitos anos a mais ao lado de quem nos ama incondicionalmente.
câncer em cães e gatos. Há muitos estudos em diferentes regiões do País, que ajudam a entender o problema, mas precisamos de registros mais amplos”, diz a médica.
FIQUE ATENTO Márcia Chaves reforça que o Outubro Rosa Pet não precisa ser apenas uma campanha para lembrar que cães e gatos também podem ter câncer de mama, mas serve também de convite para que os tutores estejam mais atentos ao corpo de seus animais, que observem mudanças e entendam que um diagnóstico precoce pode fazer diferença.
A médica clínica expõe que, até pelo fato do câncer em animais ser parecido em muitos aspectos, segundo ela, como o que acomete os humanos, a medicina veterinária contribui para pesquisas sobre a doença. Mas a dra. Márcia reforça que “um cachorro ou um gato não é um ser humano pequeno”.
“Pets desenvolvem tumores espontaneamente, vivendo no mesmo ambiente que as pessoas e expostos a muitos dos mesmos fatores ambientais”, diz.
Ela expõe que algumas raças apresentam maior predisposição para determinados tipos de câncer, o que evidencia que a genética pode ter um papel importante, mas que está longe de ser o único fator.
“Existe um fator de risco que merece muito destaque quando falamos de cadelas e gatas: o uso de anticoncepcionais hormonais para impedir o cio, muitas vezes chamados popularmente de ‘vacina anti-cio’. Esses produtos não são vacinas e seu uso indiscriminado pode aumentar o risco de problemas mamários e uterinos, além de outras complicações. Por isso, não devem ser utilizados por conta própria, qualquer método para controle reprodutivo deve ser discutido com o médico-veterinário”, cita.
A médica reforça que ter um pet com pedigree não significa que o animal necessariamente terá câncer, assim como ser sem raça definida (SRD) não reflete estar protegido contra a doença, por isso é importante conhecer os fatores de risco e acompanhar esses indivíduos.
“E não: os animais sem raça definida não estão livres do risco de câncer. Aliás, isso é importante porque, às vezes, existe uma falsa ideia de que ‘vira-lata é mais resistente a tudo’ e não é bem assim. O risco individual depende de vários fatores – principalmente idade, sexo, estado reprodutivo, histórico individual, genética e ambiente”, afirma.
Dos sinais, a médica pede que os tutores observem qualquer perda de peso, menor apetite e/ou dificuldade para comer ou engolir, cansaço diferente do habitual, ou qualquer mudança de comportamento que permaneça por algum tempo merecem a atenção.
“A oncologia veterinária evoluiu muito. Hoje temos cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, eletro quimioterapia e outros tratamentos de suporte, dependendo do tipo de câncer e das condições de cada animal. E existe uma mudança de mentalidade muito importante: tratar câncer em um animal não significa necessariamente tentar ‘fazer qualquer coisa para prolongar a vida’. Precisamos estabelecer qual é
Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.191 do Correio do Estado. Acervo de edições