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Gratuito, espetáculo “Barbas” chega a Campo Grande com sessões acessíveis
Produção da companhia goiana Nu Escuro celebra 30 anos de trajetória e traz arte para todos na Capital, com a encenação do projeto Vozes Animadas e intercâmbio entre artistas
DA REDAÇÃO Campo Grande recebe, na sexta-feira e no sábado, a Cia. de Teatro Nu Escuro, de Goiânia (GO), com o espetáculo “Barbas”, que integra o projeto Vozes Animadas. A montagem combina teatro de animação, música e atuação para abordar temas como inclusão, infância, luto, diferenças, pertencimento e afeto, em uma narrativa que convida à reflexão sobre as relações humanas e os padrões sociais.
A apresentação será realizada na sede do Teatral Grupo de Risco (TGR), com entrada gratuita, interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.
Os recursos de acessibilidade integram a proposta de ampliar o acesso à experiência teatral e permitir que diferentes públicos possam vivenciar a obra. Para a atriz e diretora do espetáculo, Izabela Nascente, a acessibilidade faz parte da maneira como a companhia concebe e realiza seus trabalhos.
“Isso faz parte do nosso jeito de pensar e fazer teatro, seja na rua, em espaços alternativos ou em teatros convencionais. A acessibilidade é importante por permitir que mais pessoas vivam essa experiência. Para nós, ela não deve ser pensada apenas como algo que se acrescenta depois, mas como parte da própria criação artística. É isso que chamamos de acessibilidade estética: pensar a cena considerando dife
DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA rentes formas de perceber, sentir e participar do teatro”, explica.
Contemplado pelo Programa Funarte de Difusão Nacional 2025 – Circuito Myriam Muniz, o projeto Vozes Animadas percorre seis estados brasileiros e oito municípios. Campo Grande é a única cidade da Região Centro-Oeste a receber a montagem, segundo informações da companhia.
A proposta vai além da circulação do espetáculo e busca promover o encontro entre diferentes públicos e linguagens artísticas.
“Barbas” é uma história sobre infância, perdas e diferenças. No espetáculo, o público acompanha Marabel, uma menina de 11 anos que precisa lidar com o luto pela perda da irmã e com o adoecimento da mãe.
A partir dessa experiência, a montagem constrói uma narrativa sobre os vínculos afetivos, os desafios da infância e os padrões sociais que influenciam a maneira como as pessoas enxergam a si mesmas e aos outros.
Com bonecos, máscaras e música, o espetáculo combina diferentes linguagens para provocar reflexões, sem perder a delicadeza. A temática feminina também atravessa o espetáculo, que convida o público a olhar para as diferenças com mais empatia e a reconhecer a importância do acolhimento diante de experiências que desafiam as expectativas sociais.
INTERCÂMBIO Além da apresentação, a passagem da companhia por Campo Grande inclui uma atividade de intercâmbio voltada à troca de experiências e à reflexão sobre os processos de criação no teatro contemporâneo. No sábado, às 10h, será realizada uma roda de conversa.
A atividade busca aproximar artistas, coletivos e agentes culturais, criando um espaço para compartilhar experiências, discutir práticas de criação e fortalecer conexões entre diferentes realidades da produção teatral. O encontro também amplia as possibilidades de diálogo e aprendizado entre grupos que atuam em diferentes contextos culturais.
A relação com artistas locais é um dos aspectos que marcam o retorno da companhia à capital sul-mato-grossense. Segundo Izabela Nascente, o vínculo construído com o grupo
Flor e Espinho e com o público da cidade torna a visita especialmente significativa.
“Em Campo Grande, temos uma relação muito especial com o grupo Flor e Espinho. É como uma visita de um grupo à casa do outro, um encontro entre parceiros que têm carinho e respeito pelo trabalho que fazem. Ao longo do tempo, também criamos uma relação
Calor da primavera acende alerta para uso correto de repelente e protetor solar
Temperaturas mais altas e maior frequência de atividades ao ar livre requerem cuidados diante da situação de alerta ou de risco para Aedes aegypti em quase metade dos municípios brasileiros
Com a primavera se estendendo até o dia 21 de dezembro no Hemisfério Sul, a tendência de dias com temperaturas mais altas e maior frequência de atividades ao ar livre acende um alerta sobre o uso correto de protetores solares e repelentes, em um cenário em que quase metade dos municípios brasileiros estão em situação de alerta ou risco para o Aedes aegypti.
Dados divulgados em outubro pelo Ministério da Saúde, resultado do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa), mostram que 49,2% dos 3.732 municípios que forneceram informações apresentaram índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, os resultados do Liraa ajudam estados e municípios a se preparar para o período de maior risco de proliferação do mosquito.
Os resultados do Liraa ajudam a identificar áreas em situação de alerta ou risco, reconhecer os principais tipos de criadouros e orientar ações antecipadas de prevenção e controle, de acordo com a realidade de cada território.
Nesse sentido, vale lembrar que o Ministério da Saúde definiu as diretrizes para o uso da nova vacina contra a dengue, o primeiro imunizante de dose única do mundo, totalmente nacional e produzido pelo Instituto Butantan.
Conforme a recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI), que conta com especialistas da área, as primeiras 1,3 milhão de doses fabricadas serão destinadas aos profissionais da atenção primária que atuam nas Unidades Básicas de Saúde e nas visitas às comunidades.
Em um levantamento feito pela Pasta, assim como nas Regiões Sudeste e Sul, no Centro-Oeste, a maior concentração dos criadouros do Aedes aegypti aparece em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
FIQUE ATENTO Com o fim do inverno e a retomada de passeios, viagens, atividades esportivas e outros programas ao ar livre, o repelente passa a integrar a rotina de prevenção, especialmente em períodos de maior exposição. É recomendada a utilização dos produtos em conformidade com as instruções do fabricante, respeitando indicações de faixa etária e frequência de reaplicação.
Como a primavera antecede o período de maior exposição solar, a Pasta frisa que a permanência por longos períodos ao sol é o principal fator de risco para o câncer de pele e medidas de fotoproteção devem fazer parte da rotina, incluindo o uso de protetor solar e a redução da exposição nos horários de maior incidência de radiação solar. (Da Redação)
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Correio do Estado, Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 — página 13
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Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.194 do Correio do Estado. Acervo de edições