Correio do Estado

Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Edição nº 23.194

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Correio do Estado, Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 — página 8

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O MUSEU DAS ILUSÕES

Montado em um espaço de aproximadamente 1.000 m², a atração retorna a Campo Grande e traz cerca de 100 experiências que combinam ciência, entretenimento e interatividade, ofertando um passeio com valor educacional para os visitantes e um programa para qualquer idade, que pode ser desfrutado por toda a família

Após passar por aproximadamente 35 cidades em todas as regiões do País, o Museu das Ilusões retorna ao Bosque dos Ipês, trazendo para o público campo-grandense as atrações que encantaram adultos e crianças em sua primeira vinda. Agora, o museu desembarca na capital de Mato Grosso do Sul com novidades para além das famosas Cadeiras Confusas e da Sala dos Gigantes, que fizeram sucesso.

Paulo Zimmerman é criador e diretor-executivo do museu interativo e, em entrevista ao Correio B, expõe detalhes sobre essa segunda temporada de exposição em uma conversa sobre o processo de criação das atrações, bem como o valor educacional das visitas, além do entretenimento, que é garantido para todas as idades.

Ele ressalta que o Museu das Ilusões esteve na Capital há aproximadamente três anos, temporada que Paulo considerou um “sucesso” e que motivou o retorno com as populares atrações e também novidades, o que inclui obras e estruturas. O intuito, segundo o diretor-executivo, é manter a atração aberta em Campo Grande por dois meses, com a ideia de permanecer até o fim das férias.

Sobre o processo de atualização dos museus, Paulo Zimmerman afirma que o trabalho está longe de ser um desafio e se torna mais um prazer para a equipe envolvida, já que, com exceção das esculturas, todas as peças são construções próprias do Museu das Ilusões.

“No nosso grupo de trabalho, nossa equipe fica o tempo todo tentando fazer peças. Não dá para viajar o mundo inteiro o ano inteiro, mas visitamos muitos museus, no Brasil tem alguns muito bacanas, mas também vamos à Europa, aos Estados Unidos, visitando museus de ciências e de ilusão de ótica, que ainda são poucos no mundo”, comenta.

Paulo cita que nos Estados Unidos, por exemplo, cidades que têm cerca de 200 mil habitantes também contam com museu de ciências, o que serve de local de pesquisa para a equipe. Ainda assim, há ideias que surgem da própria cabeça “ao acordar”, mesmo que boa parte das peças não dê certo, como afirma o criador e diretor-executivo da atração.

MUNDO DE ILUSÕES Montado em um espaço de aproximadamente 1.000 metros quadrados, o museu retorna à Campo Grande reunindo cerca de 100 atrações que combinam ciência, entretenimento e interatividade e que podem ser desfrutadas por toda a família.

Inaugurado há aproximadamente sete anos, em 2019, o museu itinerante compila experiências clássicas do universo das ilusões e peças desenvolvidas por artistas brasileiros. O projeto já recebeu o Prata em Inovação do Prêmio Mau ricio de Sousa, promovido pela Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra), em 2023.

Neste retorno do museu à Capital, o público poderá conferir mais uma vez atrações renomadas, como a popular Casa Invertida, as Cadeiras Confusas e a Sala de Ames, também conhecida como sala dos gigantes, que garantem fotos icônicas aos visitantes e oferecem perspectivas que aumentam e diminuem proporções ou até mesmo viram o campo-grandense de cabeça para baixo.

Quanto às novidades, há uma escultura de luz e sombra que transforma materiais reciclados em uma imagem surpreendente, com formas desconexas à primeira vista, tornando-se um personagem quando empregada a luz que revela a ilusão na sombra. No local, o público também poderá explorar painéis 3D, jogos de espelhos, peças anamórficas e quadros cinéticos, que parecem se movimentar conforme o olhar.

“Tentamos fazer e não consegue funcionar. Mas é assim que funciona, acerto e erro, e vamos fazendo. E nós o tempo todo também convidamos alguns artistas para fazer algumas peças que tenham a ver com o nosso negócio. Tem poucos artistas que trabalham também com essa questão de perspectiva e ótica, nessa exposição aqui, por exemplo, a gente tá com Salvador Dali, que é todo recortado, o bigodinho dele está na frente, a cabeça dele está atrás e é de um artista de Recife, um amigo que infelizmente faleceu jovem por acidente”, conta.

No local o campo-grandense poderá encontrar diversas figuras icônicas da história brasileira e mundial, como uma obra feita com varetas que constroem a imagem de Marilyn Monroe, além de uma obra que retrata o icônico Silvio Santos, elaborado de uma forma toda fracionada em pequenas fatias.

“São personagens que a gente tem admiração, a gente gosta muito e pedimos para os artistas fazerem as esculturas para homenageá-los. A gente tem os Beatles, também é uma homenagem que você vê sem reflexão, e trouxemos aqui duas esculturas anamórficas, que eu acho que são preciosas do ponto de vista artístico. Uma você olha de lado é um monte de sucata, tem algumas penas, quando você encaixa o olhar de frente, é um pássaro, um canário amarelo, acho linda essa peça”.

Para além da arte, a atração se inspira também na ciência, como, por exemplo, na Sala dos Gigantes, que leva o nome do oftalmologista norte-americano Adelbert Ames Jr., que Paulo explica ser o criador do conceito de ambientes com perspectiva alterada, um espaço com teto e chão alterados que gera uma profundidade específica em que, a depender do ponto de vista, o visitante vai ficar pequeno ou maior que o colega.

“Do ponto de vista de evento, é raro um projeto que a família inteira usufrua junto. Eu não conheço ninguém que tenha visitado museu e saído inerte. Do conhecimento, acho uma oportunidade preciosa porque, no Brasil, a gente tem poucas chances de visitar museus de ciências, de visitar experiências. Nós vamos ficar até o fim do ano, talvez a gente estenda até as férias, vai ser um prazer estar aqui. Eu quero convidar as famílias todas a virem conhecer o museu, visitar ou retomar a visita para quem já veio três anos atrás. É um passeio divertido, saudável, gostoso e interativo”, conclui.

O Museu das Ilusões começou ontem as atividades em Campo Grande e ficará aberto até o fim deste ano, com ingressos no valor de inteira e meia-entrada e a opção de pacotes para grupos e famílias, com preço que variam conforme a quantidade de pessoas.

Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.194 do Correio do Estado. Acervo de edições

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