Correio do Estado

Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Edição nº 23.194

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Correio do Estado, Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 — página 12

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Futuro sem pai e sem filhos

CORREIO DO ESTADO QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2026 5 CORREIO B Indicação outra vez Na semana em que venceu as eleições em uma virada histórica, Lula já mandou transmitir seu recado aos ministros do Supremo: o presidente vai insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga que está aberta na Corte. Apesar do lobby feito por ministros do Tribunal, entre eles, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, em favor da indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para a vaga de Luís Roberto Barroso, o presidente deixou claro que “tem outros planos”. Agora, voltará a discutir sua indicação com Davi Alcolumbre. Hoje, Rodrigo Pacheco é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Não vejo mais uma candidatura de um Bolsonaro em 2030. O pai seguirá inelegível, e os filhos Flávio e Eduardo saíram do Brasil. Não vejo essa vocação no Carlos. E, sobre a Michelle, não há harmonia para ela liderar” Gilberto Kassab (PSD), que deve ganhar um ministério no Lula 4 Mais: ela deve ter gostado ainda mais. Ganhou dele um apartamento em 2025 e não se cansa de repetir: “Quero te agradecer pelo que fez por mim. Reconheço e valorizo muito isso. Todos os dias, quando chego a esse apartamento lindo, transbordo de gratidão”. Na lista de affairs estão Arlindinho e Bill Araújo, ex-“A Fazenda 13”. Pelo que se deduz, Daniel Vorcaro era um incontido colecionador de relacionamentos, mesmo que breves.

A modelo Erika Schneider teve com ele um curto romance, depois de outros affairs famosos. Perguntado, certa vez, sobre como ia a relação, o então banqueiro foi direto: “Provei e gostei”. Futuro sem pai e sem filhos A derrota de Flávio Bolsonaro encerra uma história de ladroagem e traição. À pilhagem da família, parte dela travestida de apoio ao cinema, ainda que a um único filme, somam-se episódios de perfídia. Nesse enredo, há dois personagens que parecem compreender melhor do que ninguém a natureza ofídica dos Bolsonaro: Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro. Em vez de serem abandonados por Jair, Flávio, Eduardo e Carlos, como tantos outros de fora do clã, trataram de os abandonar primeiro.

Ambos ocupavam posições de relevância formal, política e simbólica na campanha de Flávio: ele, como presidente do partido que ofereceu legenda, estrutura e recursos à família; ela, como ex-primeira-dama e madrasta do candidato. Mas, ao longo do processo eleitoral, mantiveram um distanciamento asséptico do senador. Jamais mergulharam de corpo e alma na campanha. Esquivaram-se de atos públicos e evitaram colocar seu capital político integralmente a serviço da candidatura. Preservaram, contudo, uma distância de segurança entre seus próprios destinos e o resultado das urnas. Se é para assustar no Halloween, Heidi Klum não economiza nem nos dedos! Conhecida como “rainha do Halloween” (e defendendo o título), a modelo voltou a provar que criatividade é seu sobrenome ao surgir em sua 25ª festa anual, em Nova York, como uma gigantesca mão decepada.

E não faltaram detalhes: sangue, ossos, tendões, feridas abertas e até aliança de casamento! O rosto de Heidi aparecia em meio ao pulso ensanguentado, deixando a produção ainda mais impressionante. “Não é qualquer mão gigante: é a minha mão gigante!”, brincou. A ideia surgiu no ano passado, durante a preparação da fantasia, ao observar a própria mão esquerda. Foram meses de planejamento e seis horas de preparação com o maquiador Mike Marino. Para aguentar tantas horas dentro da fantasia, até fralda de emergência entrou nos planos! Sem o marido, Tom Kaulitz, que desta vez faltou por causa de um concerto na Alemanha, Heidi lamentou: “Claro que teria gostado de andar de mãos dadas com o Tom. Mas não se pode dançar em todos os casamentos ao mesmo tempo”.

Heidi teve a companhia dos filhos: Leni foi de Miss Piggy, Henry, de Kermit, Johan, de zumbi e Lou, de Estelar, dos Jovens Titãs. A brasileira Valentina Sampaio também marcou presença como Hera Venenosa. Depois dessa, fica difícil dar uma mãozinha à concorrência! Imaginação sem limites Mês Paulo Gustavo O desapego chegou ao máximo no segundo turno. No dia 25 de outubro, enquanto Flávio amargava a derrota, Michelle publicava vídeos comemorando a reeleição de Celina Leão. Depois, ainda tinha uma graça divina a agradecer. Logo após a carta de Flávio, nos EUA, em que se autoproclamou “presidente eleito” e, depois, “líder do Brasil”, Valdemar reprovou a manifestação. Ninguém na legenda havia aprovado a aventura do candidato derrotado.

E Michelle dizia, em sua mensagem de fé: “Deus, o Senhor é dono do Brasil. Olharemos para ti”. A Federação União Progressista roeu a corda com Flávio no dia 27 de outubro, dois dias depois do candidato perder a eleição presidencial, e declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Internamente, no PP, apesar da assinatura do presidente, Ciro Nogueira, não há consenso. Ninguém do PP foi ouvido. Nogueira é acusado de bajular Alcolumbre em busca de “proteção” no regime empenhado em lhe cortar a cabeça. Entre os progressistas, a queixa é de que Alcolumbre escanteou o PP e acertou tudo com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. O partido prefere outros nomes, como Tereza Cristina, moderada e com trânsito no agronegócio.

Ainda que não seja Tereza, parte do PP ainda prefere Rogério Marinho (PL-RN), com apoio da família Bolsonaro, a um repeteco de Alcolumbre. O ex-diretor de compliance do Banco Master Luiz Antonio Bull, indiciado pela Polícia Federal nos últimos dias, segundo relatório parcial que investiga o esquema de fraude contra o sistema financeiro, escolheu bem o advogado para tentar se livrar das pendências no Supremo Tribunal Federal. Trata-se de Augusto de Arruda Botelho, ligado ao presidente Lula. O advogado foi um dos 200 seletos convidados que o petista chamou para seu casamento com Janja, em 2022. A carta com texto golpista publicada pelo candidato derrotado à Presidência da República foi ignorada por três em cada quatro políticos eleitos pelo PL no pleito deste ano, ampliando o isolamento do senador na direita.

Levantamento feito com os 155 escolhidos para representar o partido no Congresso e nos governos estaduais mostra que 117 ignoraram o texto (75%), enquanto 38 compartilharam ou defenderam o conteúdo do documento. O ator, humorista, diretor, roteirista e apresentador de televisão Paulo Gustavo nunca deixou um aniversário passar em branco. No dia em que completaria 48 anos, a comemoração ganhou um significado ainda mais emocionante. Na sexta-feira, o Instituto Paulo Gustavo, idealizado por seu viúvo, Thales Bretas, inaugurou seu espaço físico na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Uma homenagem que reuniu os filhos do humorista, os gêmeos Romeu e Gael, de 7 anos, e sua mãe, Dona Déa Lúcia, além de amigos e artistas.

Mais do que guardar fotografias, figurinos e lembranças, o espaço pretende manter vivos os ideais do ator, especialmente a defesa da diversidade e das famílias homoafetivas. A programação, que vai até 29 de novembro, inclui o Mês Paulo Gustavo, com exposição de figurinos e objetos pessoais, filmes, a peça “Matilde” e oficinas gratuitas para jovens em situação de vulnerabilidade, além de acolhimento a famílias homoafetivas. Para Thales, o projeto é a realização de um sonho: transformar a dor da ausência em arte, cultura e oportunidades para novas gerações. Dona Déa também celebrou a iniciativa, que pode ensinar às famílias que o amor não tem um único formato. Herson Capri, o ex-marido de Hermínia nas telas, deu o veredito: o instituto só reforça o que Paulo já é, um ícone eterno.

No aniversário de Paulo, o maior presente talvez seja este: provar que algumas pessoas partem, mas continuam presentes em cada sorriso que ajudaram a construir. Entre os presentes estavam Malu Valle, Fátima Bernardes e outros tantos. Largada antecipada A declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitindo a possibilidade de disputar a Presidência em 2030 provocou mal-estar entre integrantes do PL, que viram na manifestação uma atitude oportunista do aliado apenas quatro dias após a derrota de Flávio Bolsonaro. A avaliação de parte da sigla é que o governador “queimou a largada” ao se colocar como alternativa para a próxima eleição presidencial enquanto Flávio ainda reivindica a liderança do bolsonarismo.

Candidato de novo Em seu exílio, Flávio Bolsonaro vem se esforçando para manter sua história recente nos jornais, na televisão e nas redes sociais. Agora, deu outra entrevista em Miami, anunciando que, antes mesmo de 2030, estará anunciando sua nova candidatura, “porque Lula será derrubado pela população por crimes de corrupção”. Se acontecesse um episódio nesses termos, quem assumiria seria o vice, Geraldo Alckmin, que até poderia se candidatar à reeleição. Vários líderes consultados acham que, de novo, Flávio delira. Esconderijos de Flávio O 01 do clã, o fujão, parece já ter superado o golpe no ego. Fez duas cartas abertas ridículas e gravou uma live. Só que poucos sabem onde está Flávio. A casa de Eduardo Bolsonaro bem que poderia servir de base para esse governo imaginário, mas Eduardo mora no Texas e Flávio desceu em Miami.

Algum irônico diz que ele poderia estar na Casa Branca, já que quartos é que não faltam e Trump é maluco o suficiente para o acolher por lá. A localização de Flávio tem importância no trabalho de comunicação dentro dos EUA. Jornais como o Washington Post e o Wall Street Journal compraram a tese do bom-mocismo e ele poderia estar ao lado do amigo Willer Tomaz. GIBA UM Acompanhe também agora o Giba Um no seu canal no YouTube youtube.com/@GibaUmExpress Adultério político E mais: foi outra a cena mais emblemática do adultério político. Na tarde do dia 27 de outubro, enquanto Flávio se preparava para embarcar para os Estados Unidos, Valdemar e Michelle (que já se conheciam antes do romance dela com Jair Bolsonaro) se encontraram na sede do PL e posaram sorridentes para uma fotografia divulgada nas redes sociais.

Discutiram, segundo o dirigente, o futuro do partido. Não pareciam duas pessoas cujo candidato à Presidência da República havia perdido a eleição 48 horas antes. O futuro já estava sendo discutido sem o pai e seus filhos. Saúde fragilizada Valdemar é hoje uma máquina de prosperidade, e Michelle desponta como uma das grandes vitoriosas com a derrocada do enteado. Enquanto Flávio e Eduardo curtem o american way of life, Jair Bolsonaro definha. Em prisão domiciliar, encontra-se com a saúde cada vez mais fragilizada. Seus boletins médicos registram episódios de taquicardia, dificuldade respiratória e efeitos colaterais dos medicamentos. No dia 26 de outubro, depois da derrota, o senador foi visitar o pai.

Entrou, conversou, saiu e não abriu a boca sobre a fuga. Tinha coisas mais importantes para fazer. MISTURA FINA COLABORAÇÃO: PAULA RODRIGUES Cinema: “Feito Pipa” Cinema: “Godzilla Minus Zero” IN OUT gibaum@gibaum.com.br Segundo turno O ex-prefeito de Recife João Campos é considerado por aliados do presidente Lula um nome certo para participar do Ministério, que será composto majoritariamente por petistas, em seu quarto mandato. Sem mandato, depois de ser derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo governo de Pernambuco, Campos preside o PSB, principal partido aliado neste ano, assim como em 2022, quando a legenda abrigou Geraldo Alckmin, vice na chapa. É provável que o PSB pleiteie o Ministério da Ciência e Tecnologia, que foi comandado por Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005, no primeiro mandato de Lula.

Nome certo

Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.194 do Correio do Estado. Acervo de edições