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Correio do Estado, Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 — página 12
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Vai dar em nada
Apesar do fim da eleição, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro continuará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tramitam no tribunal 18 ações de investigação judicial eleitoral que vão analisar possíveis abusos cometidos pelas duas campanhas. O número de investigações ainda pode aumentar. Doze processos são contra a chapa de Lula, e seis miram o senador derrotado e fujão. São brigas antigas: canais do Exército de Lula e Tropa de Flávio, Carnaval com desfile em homenagem a Lula na Sapucaí e participação de Flávio na Festa do Peão de Barretos. De plantão, sete ministros indicados pelo presidente petista.
Eu e Rogério Marinho não seremos candidatos um contra o outro. Vamos ver mais para frente. Davi Alcolumbre não recuará, e eu já soube que o novo senador Arthur Lira também quer. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado”
de Tereza Cristina, sobre a corrida pela presidência do
Senado, no ano que vem
Ministros decorativos 1
Chamado até de “chanceler” de enfeite, já que é Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais (tem 84 anos), quem aluga os ouvidos de Lula quando o presidente quer saber sobre política externa, Mauro Vieira tem grandes chances de deixar o posto de ministro das Relações Exteriores (ficaria até o fim do ano, depois de um encontro em novembro com Marco Rubio). Um dos mais cotados para o posto é o ex-ministro da Fazenda e derrotado na eleição para governador de São Paulo, Fernando Haddad, deslocado no governo.
Do sertão para São Paulo
A estreia oficial da próxima novela das 18h, “Lá na Minha Terra”, será apenas na segunda-feira, mas grande parte do elenco se reuniu nos Estúdios Globo, na terça-feira, para o lançamento. A trama, que substituirá “A Nobreza do Amor”, é escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman. A história acompanha Rosenda (Dira Paes), que criou sozinha os cinco filhos após o desaparecimento do marido, Severino (Daniel de Oliveira), há 15 anos. Sem desistir de encontrá-lo, ela parte de Lavra Seca rumo a São Paulo e descobre que ele agora é Cesário, empresário rico, casado com Ismália (Camila Morgado) e pai de Alice (Giulia Benite). A busca promete mexer com duas famílias e muitas certezas. Estreante nas telenovelas, Giulia disse que está começando com o pé direito, porque estreia ao lado de um
Ministros decorativos 2
Na Casa Civil, o lugar deve ser reservado para Camilo Santana, embora ele esteja cotado até para uma eventual volta ao Ministério da Fazenda. Em alta está o embaixador André Corrêa do Lago, que presidiu a COP30, em Belém do Pará. Mauricio Lyrio é outro que pode ascender no Itamaraty e, pelas beiradas, ainda tem Maria Luiza Viotti, atual embaixadora do Brasil em Washington, mas a crise com os Estados Unidos complica o caso dela.
A “força-tarefa” de inspiração fascista do governo de Lula, criada para elaborar listas negras de quem se recusa a lidar com petistas ou a consumir seus produtos, encontra precedentes na Alemanha nazista, com listas de comerciantes judeus e, depois, com a estrela de Davi pichada em suas portas. Aquela história de horrores acabaria em campos de concentração. Foi a militância petista que introduziu essa prática no Brasil, já em 2020, com boicotes e até depredações de grandes marcas “bolsonaristas”.
Além do Madero, passaram pelo perrengue do ódio empresas como a Havan, de Luciano Hang, perseguido até no STF por apoiar a direita. A varejista Riachuelo entrou na lista negra pela opção de seu acionista majoritário, Flávio Rocha. As redes de academias Smart Fit e Bio Ritmo foram vítimas do ódio ativista depois que o fundador, Edgar Corona, foi apontado como “de direita”. Também despejam ódio e inveja contra o Coco Bambu (restaurantes) e a Centauro (artigos esportivos), porque seus fundadores defenderiam ideias liberais.
O BTG Pactual está em negociações para a compra do BRB. Trata-se de uma costura tripartite, que passa pelo governo federal e pela governadora eleita do DF, Celina Leão. Uma das hipóteses aventadas é separar a operação comercial do BRB de suas atividades de fomento. O desenho permitiria transferir ao BTG o negócio bancário e preservar, sob controle público, uma estrutura menor, voltada a programas sociais, crédito a microempreendedores e operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste. Para Celina, seria uma forma de manter um instrumento de financiamento da economia depois da transferência dos negócios comerciais.
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Papel de bala jogado no chão
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo DF, souberam se manter distantes de uma candidatura que terminaria deixando uma legião de aliados pelo caminho. Aos partidos, parlamentares, economistas, empresários, financiadores, colaboradores e eleitores: se alguém ainda quer ser ludibriado por Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro em 2030, não será por falta de aviso. Parafraseando Otto Lara Resende, os Bolsonaro não são solidários sequer no câncer. Mais uma vez, fica patente que, para o clã, tudo e todos ao redor têm mero valor instrumental e prazo de validade. Assim como Jair Bolsonaro em 2022, Flávio foi se esconder nos Esta
Reeleição de Motta 1
O PT não pretende retirar o apoio à reeleição de Hugo Motta para presidente da Câmara dos Deputados, mas o partido captou movimentos de aproximação do PL com o deputado e já deixou claro ao parlamentar que não pretende compor o mesmo bloco que os liberais. O chilique petista diverge do posicionamento adotado na eleição de 2025, quando os dois partidos declararam apoio a Motta. A diferença é que um dos articuladores da vitória, Arthur Lira (PP-AL), agora é senador.
Até dois anos
Um eventual convite para Rafael Fonteles (PT), reeleito governador do Piauí, compor o governo de Lula pode demorar até dois anos para acontecer. Ele teve sua atuação na campanha petista ao Planalto elogiada, mas já causou incômodo a Lula pelo excesso de declarações sobre seu desejo de ser ministro da Fazenda. O presi
Reeleição de Motta 2
Motta aglutina partidos de centro que tentam podar o poder do PL, de longe a maior bancada da Câmara, com 121 deputados. Com a gigante bancada, o PL, se estiver no bloco vencedor, fatura os melhores lugares na Mesa Diretora e nas comissões da Casa. Sem o PL, o PT e sua federação, que reúne ainda PCdoB e PV, ficam com a maior bancada e força: são 88 deputados. A União Progressista tem 87.
Com 50 parlamentares em 81, a oposição soma quase dois terços do Senado. Precisa aglutinar um pouco mais de apoio, senão pode começar a arrumar a gaveta. E Alessandro Vieira chama a atenção para as distrações enquanto rola um mega-acordão para reeleger Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Quem viver, verá.
Muito mais do que atriz
Duas vezes vencedora do Oscar, professora visitante em Oxford, embaixadora da Boa Vontade do Acnur... e, agora, editora de revista. Dá para ser mais ocupada? A atriz australiana Cate Blanchett agora empresta seu prestígio ao universo literário. Em parceria com a Uniqlo, da qual é embaixadora global desde 2025, ela lidera o comitê de seleção do “Stories She Tells” (Histórias que Ela Conta), projeto que dará origem à primeira revista literária da marca japonesa, em parceria com a Universidade de Tóquio. Detalhe: a ideia nasceu de conversas dela com a empresa. Não é apenas um rosto de campanha. O projeto nasce na Universidade de Tóquio, com
Pelo menos dois petistas não eleitos viraram dor de cabeça para Lula, que terá que acomodá-los de volta ao time de ministros. Gleisi Hoffmann, para delírio de muitos parlamentares, deixou a Secretaria de Relações Institucionais para disputar o Senado no Paraná. Derrotada, foi apenas a quarta mais votada e perdeu a cadeira. Outro petista ainda sem destino é Fernando Haddad, que perdeu, logo no primeiro turno, a eleição para Tarcísio de Freitas. A ideia de Haddad ir para a Casa Civil já era, e amigos de Gleisi espalham que ela pode ser indicada para o Supremo Tribunal Federal (STF) (!).
Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.195 do Correio do Estado. Acervo de edições