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Marinho confirma candidatura e busca apoio de Tereza Cristina
POLITICA SENADO Marinho confirma candidatura e busca apoio de Tereza Cristina ESTADÃO CONTEÚDO O senador Rogério Marinho (PL-RN) reiterou ontem, que será candidato à presidência do Senado. A declaração foi dada após reunião com Senadores do PL. Ele também afirmou que “no momento oportuno”, ele e Tereza Cristina (PP-MS), que também se coloca como candidata, vão “convergir”. “Tereza é nossa parceira, estará do nosso lado”, afirmou ele. O nome de Marinho já havia sido lançado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais do dia 25 de outubro. Em vídeo nos Estados Unidos, para onde foi após o resultado, Flávio disse que vai “cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a presidência do Senado”.
Aos aliados, Marinho destacou sua intenção de concorrer e Marinho deu uma indireta ao governo de Lula, dizendo que, sob seu comando, o Senado não seria omisso com eventuais descumprimentos da lei de responsabilidade fiscal – o que pode resultar em impeachment do presidente da República. “Seremos um presidente que, com apoio do povo, faremos cumprir a Constituição [...] Se a lei de responsabilidade for descumprida, não seremos omissos, cumpriremos a lei”, afirmou. Marinho voltou a criticar Lula nominalmente e disCandidato do PL afirmou que o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), seu maior adversário à presidência da Casa, tentará captar votos com recursos e verbas O senador Rogério Marinho (PL-RN) reuniu-se ontem com lideranças e parlamentares do PL REPRODUÇÃO se que o presidente é um “Robin Hood às avessas, que dá com uma mão e tira com a outra”.
O parlamentar disse considerar ter mais de 40 votos hoje e criticou o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que deve tentar a reeleição com o apoio do governo e da esquerda. Marinho falou que Alcolumbre tentará captar votos “com recursos e verbas”. O senador chamou o movimento pró-Lula criado por André Janones como um “Exército de mentira”. Falou, entanto, que, se eleito, não usaria o comando do Senado para barrar todas as medidas do governo Lula. “Se Deus quiser, seremos presidente do Congresso. Respeitarei dissidência, porque somos democratas e queremos diálogo”, disse. “Não seremos inconsequentes, não paralisaremos governo”. Segundo ele, se o Palácio do Planalto enviar “medidas boas”, o Senado as aprovará.
Em outro momento, Marinho se emocionou ao comentar a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse, sem provas, que o Zero Um enfrentou uma “Polícia Federal aparelhada”. A eleição para a presidência do Senado ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2027, para um mandato de dois anos. A votação será secreta, e o vencedor precisará conquistar pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. A estimativa de apoio apresentada por Marinho, portanto, ainda dependerá de confirmação nas urnas. Além de comandar o Senado, o eleito presidirá o Congresso Nacional. Entre DEBATE Alcolumbre aguardará Câmara sobre a redução da maioridade O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, ontem, que o Senado aguardará o avanço da discussão sobre a redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados antes de votar o tema.
A decisão interrompe a articulação de governistas e oposicionistas para levar a proposta ao plenário dos senadores ainda nesta semana. Os dois grupos negociavam um requerimento de calendário especial para acelerar a análise de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A medida permitiria a votação diretamente em plenário, sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Alcolumbre, porém, descartou esse caminho ao argumentar que não pode atropelar a discussão em andamento na Câmara. Conforme o senador, o presidente da Casa, Hugo Motta, assumiu o compromisso de votar o assunto neste mês. “Eu não vou colocar em deliberação e vou aguardar a Câmara dos Deputados”, declarou.
Alcolumbre também reiterou o acordo com os líderes para pautar a proposta no plenário do Senado no dia seguinte à aprovação na comissão especial da Câmara. A redução da maioridade penal chegou a ser discutida durante a votação da PEC da Segurança Pública, aprovada por unanimidade pelos senadores. O assunto não integrava a versão que havia passado pela CCJ e foi incluído em emendas apresentadas em plenário por representantes do governo e da oposição. As emendas foram retiradas para evitar que a proposta principal precisasse retornar à Câmara, o que poderia adiar a criação do Ministério da Segurança Pública, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como alternativa, os senadores aprovaram um requerimento para transformar as emendas em propostas de emenda à Constituição independentes, que deverão tramitar em conjunto.
Os textos apresentam diferentes limites de idade para a responsabilização penal. A proposta do governo mantém os 18 anos como regra, mas reduz a maioridade para 16 anos nos casos de crimes hediondos. Já a oposição defende a redução para 16 anos em todos os crimes, com possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos quando se tratar de crimes hediondos. Durante a discussão, senadores argumentaram que a mudança na maioridade penal seria um tema alheio ao objetivo da PEC da Segurança Pública, voltada à ampliação da responsabilidade da União na área e ao enfrentamento do crime organizado. Na Câmara, a proposta sobre a redução da maioridade está em análise em uma comissão especial. O relator, deputado Mendonça Filho (PL-PE), informou que pretende apresentar o parecer para votação no colegiado ainda neste mês.
Entre os pontos em debate está a definição de quais crimes seriam alcançados pela mudança: todos ou apenas os hediondos. (EC) suas atribuições estão convocar e conduzir sessões e definir quais propostas serão submetidas à votação em plenário. Essas funções dão ao ocupante do cargo influência sobre o andamento da agenda legislativa e a análise de projetos de interesse do governo federal. Se Deus quiser, seremos presidente do Congresso. Respeitarei dissidência, porque somos democratas e queremos diálogo” Rogério Marinho, comentando sobre a decisão de concorrer à presidência da Casa CLÁUDIO HUMBERTO Concorrência na cola Silveira ainda balança no cargo. O MDB está de olho no Ministério de Minas e Energia e vai intensificar a pressão até a próxima gestão de Lula.
Corda bamba O ministro não está garantido nem mesmo no Lula 4. Ainda depende de acordos com o PSD e o avançar do escândalo do Banco Master. Vai render O PT também não abre mão da Pasta e frita até nomes técnicos. O partido vê possibilidade de dividendos eleitorais com o ministério. Motivos de sobra Ainda há a obsessão no PT de manter a Polícia Federal (PF) sob o guarda-chuva do partido. A corporação deve ficar no Ministério da Segurança. Relator agora diz querer “debater” o “impostaço” O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator de projetos que resultaram no mais brutal aumento de impostos da história, empurrado goela abaixo dos brasileiros, agora se diz “surpreso” com a alíquota de 11,3% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Governista radical e lulista de confiança, ele divulgava “estimativas” de “8,8% a 9,21%” da CBS. Tardiamente, quer “amplo debate” sobre o engodo que ajudou o governo de Lula a arquitetar – e a oposição vê como confissão de incompetência. Foi ele que fez isso Braga relatou no Senado da criação o novo sistema de tributação do consumo, substituindo PIS e Cofins pela CBS a partir de 2027. Torniquete lulista Sob sua relatoria o Congresso aprovou as regras de transição e mecanismos que deram pretexto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para definir os tais 11,3%. País perderá de novo O Senado precisa fixar a alíquota até o dia15 de dezembro ou prevalecerá o “cálculo” do TCU. Braga será relator. Os brasileiros já sabem o resultado.
Maior imposto do mundo A CBS vigora em 2027 com o IBS, e o IVA (imposto “único” sobre o consumo) brasileiro será o maior do mundo (mais de 30%). Tipos como Eduardo Braga juravam que isso não aconteceria. Candidatura encorpada Lançado candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) larga com ao menos 32 votos, dos 41 necessários, caso não haja traição. São 29 votos do PL e outros três votos do Novo. A turma de Marinho já fala em 40 votos. É um fiasco Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, critica o PT por não conseguir desenvolver um programa para dar emprego para quem recebe Bolsa Família, “Em cinco governos, PT não conseguiu transformar o País”. Pegou a bronca Ainda que seu desempenho não tenha sido lá essas coisas na coordenação da campanha eleitoral de Lula, Edinho Silva foi destacado para mapear e negociar o rateio dos ministérios da nova gestão petista.
Hora do adeus Senadores da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) devem pular fora da candidatura de Davi Alcolumbre para presidente do Senado. Preferem Tereza Cristina (PP-MS) ou Rogério Marinho (PL-RN). Sem pressa Lula deve segurar os nomes do novo corpo ministerial ao menos até dezembro. O anúncio deve vir após mais um tour internacional do petista, que adora rolês fora do Brasil. Serão ao menos três viagens até o ano acabar. Tá quase A defesa do enrolado Daniel Vorcaro, protagonista do bilionário escândalo envolvendo o Banco Master, espera que saia até a semana que vem a resposta sobre o pedido de revogação da prisão do banqueiro. Tamanho do rombo A pilantragem do banco digital Ueno, do Paraguai, deixou terra arrasada no país vizinho.
A instituição tem cerca de 3 milhões de clientes, o que representa quase a metade da população paraguaia. Pensando bem... tem mais cotados para demissão do que para contratação. COM RODRIGO VILELA E TIAGO VASCONCELOS Um burro na plateia Contam na Bahia que foi animada a eleição para presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa, em janeiro de 2001. Indicado pelo prefeito, o vereador Valdivino Borges fazia seu discurso quando alguém o interrompeu para se referir à sua condição de semianalfabeto: “Sai daí, seu burro!” Valdivino olhou para o agressor e respondeu na lata: “Eu sou burro e sou o presidente da Câmara, e você, que não é, está aí me dando coice!” PODER SEM PUDOR Lula se incomoda com “cotados” para ministério Petistas recebem às gargalhadas o nome do Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, como suposto cotado para a Pasta da Segurança Pública, que ainda nem mesmo foi criada.
No partido, desconfiam que Silveira tem alimentado as especulações. Lula já se mostrou incomodado com o excesso de aliados “negando” convite. No caso de Silveira, além da conversa mole não ter pé nem cabeça, é lembrado que o ministro não tem qualquer trajetória ligada à segurança pública. Devemos servir ao País e jamais nos servirmos dele” Deltan Dallagnol, senador eleito, ao defender Rogério Marinho presidente do Senado claudiohumberto.com.br @colunach
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Correio do Estado, Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 — página 5
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Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.195 do Correio do Estado. Acervo de edições