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Correio do Estado, Sábado e domingo, 7 e 8 de novembro de 2026 — página 2
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Senadores eleitos por MS se unem para eleger Marinho presidente do Senado
Reinaldo Azambuja e Capitão Contar declararam apoio ao senador Rogério Marinho na disputa pela presidência da Casa
Os senadores eleitos por Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, declararam oficialmente apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) na disputa pela presidência do Senado, que acontecerá em fevereiro de 2027. Azambuja e Contar tornaram pública a decisão após participarem do lançamento da candidatura do colega de partido, na quarta-feira, em Brasília (DF).
O encontro reuniu senadores em exercício e eleitos, além do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sendo que a lista de presença registrou 38 nomes, dos quais 30 terão mandato na próxima legislatura.
A decisão divide a bancada da direita que representará o Estado a partir de fevereiro na Casa de Leis, já que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também articula uma candidatura ao cargo.
Além disso, ela foi aliada de ambos nas eleições deste ano e fez campanha para que conquistassem as respectivas vagas no Senado.
“Rogério Marinho é o homem certo para o cargo pela sua história, capacidade e patriotismo. Vamos agora buscar os demais votos para assegurar sua vitória”, afirmou Azambuja.
O ex-governador citou a passagem de Marinho pelo Ministério do Desenvol vimento Regional e a atuação do senador como relator de propostas no Congresso.
Na avaliação de Azambuja, a experiência na formulação e na execução de políticas públicas pesa na escolha de quem vai conduzir os debates sobre o Orçamento e as reformas no Senado.
“O Senado precisa de um presidente que conheça o funcionamento da máquina pública, que saiba dialogar com os demais Poderes e que tenha coragem para pautar o que o Brasil precisa. Rogério Marinho reúne essas três condições”, disse.
Azambuja apontou as re formas tributária, administrativa e federativa como prioridades. Para ele, o avanço dessas pautas depende da capacidade do próximo presidente do Senado de dialogar com as bancadas e construir apoio para as propostas.
VOTO ABERTO Já o Capitão Contar afirmou que seguirá a indicação do PL e também citou a experiência de Marinho. Para ele, o próximo presidente do Senado deve atuar pelo equilíbrio entre os Poderes, respeitar as prerrogativas da Casa e garantir aos senadores autonomia no exercício do mandato.
O senador eleito ainda defendeu o voto aberto na eleição para o comando da Casa. Contar argumentou que a escolha tem efeito sobre a pauta legislativa e a relação entre os Poderes e que os eleitores devem poder acompanhar a posição de seus representantes.
“O eleitor tem o direito de saber como votou o senador que escolheu para representar o seu estado. É uma questão de transparência e respeito à população”, afirmou.
Ao comentar a pré-candidatura de Tereza, Contar falou em uma composição. “Rogério Marinho e Tereza Cristina são aliados, barrar a candidatura.
A Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, conquistou quatro cadeiras na Alems.
A defesa de Jamilson sustenta que, com a validação dos 35.211 votos, o parlamentar teria votação o su
Rogério Marinho é o homem certo para o cargo pela sua história, capacidade e patriotismo. Vamos agora buscar os demais votos para assegurar sua vitória”
compartilham princípios e sabem da responsabilidade que temos pela frente. Tenho convicção de que haverá plenas condições de construir um caminho conjunto”, declarou.
BASTIDORES Tereza Cristina disse que pretende ser a primeira mulher a presidir o Senado. A sul-mato-grossense contou ter defendido essa possibilidade em conversa com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição.
De acordo com aliados de Marinho, a estratégia discutida na direita é reunir o grupo em torno de um único nome para enfrentar Alcolumbre na eleição de 1º de fevereiro de 2027.
Por esse arranjo, o pré-candidato com mais apoios ficiente para ocupar uma das vagas.
Caso os votos sejam validados, poderá haver uma retotalização da eleição proporcional, com reflexos sobre os candidatos considerados eleitos para a legislatura que começa em fevereiro de 2027.
seguiria na disputa, enquanto o outro retiraria seu nome e apoiaria o escolhido.
O lançamento de Marinho contou com a presença de Guilherme Derrite (PP-SP), do mesmo partido de Tereza, e da senadora eleita Bia Kicis (PL-DF).
Entre as ausências estavam a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que em 2022 defendeu Tereza como vice na chapa de Jair Bolsonaro.
O apoio de Michelle, aliada de Tereza e ex-dirigente do PL Mulher, segue em aberto.
Em agosto deste ano, ela telefonou a Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, para pedir apoio à indicação da sul-mato-grossense como vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
VISITAS Em meio às articulações pelo comando do Senado, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Marinho e Tereza Cristina o visitem na residência onde ele cumpre prisão domiciliar.
Os advogados pediram que Moraes defina as datas das visitas, de preferência às terças-feiras, quartas-feiras ou quintas-feiras, observadas as regras de acesso e segurança.
Em parecer apresentado em outubro, o MPE defendeu a rejeição do agravo e a manutenção do indeferimento.
A defesa, por sua vez, busca restabelecer a decisão favorável do TRE-MS e assegurar o aproveitamento dos votos. (DP)
TSE tem primeiro voto contra recurso de Jamilson Name
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrava, até o fim da tarde de sexta-feira, um voto contrário ao recurso apresentado pelo deputado estadual Jamilson Name (PP), que tenta reverter o indeferimento de seu registro de candidatura nas eleições deste ano.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e está previsto para terminar na quinta-feira.
O primeiro voto foi apresentado pelo relator do processo, ministro Sebastião Alves dos Reis Júnior, que se manifestou pelo não provimento do agravo regimental, mantendo a decisão que barrou a candidatura do parlamentar.
Conforme consulta ao sistema oficial do TSE, o placar está em 1 a 0 contra o recurso, sem manifestações divergentes.
Ainda precisam votar os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Nunes Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva.
A situação processual consta como “em julgamento”, sem decisão definitiva do colegiado.
A análise poderá ser interrompida caso algum ministro apresente pedido de vista ou destaque.
Jamilson Name recebeu 35.211 votos na disputa por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).
A definição do recurso poderá interferir no aproveitamento desses votos e na distribuição das vagas entre os partidos.
O processo tramita sob o número 0600455-63.2026.6.12.0000 e trata de um agravo regimental em recurso ordinário eleitoral, relacionado à impugnação do registro de candidatura.
O impasse judicial começou após o Ministério Público Eleitoral (MPE) recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que havia autorizado a candidatura de Jamilson por cinco votos a um voto.
No dia 2 de outubro, Sebastião Reis Júnior reformou o entendimento do tribunal regional e indeferiu o registro.
A decisão considerou elementos relacionados à Operação Omertà e à condenação do parlamentar em primeira instância por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A defesa contesta os fundamentos utilizados para
Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.197 do Correio do Estado. Acervo de edições