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Paraguai começa a devolver dinheiro aos clientes do Ueno
4 POLÍTICA CORREIO DO ESTADO SÁBADO/DOMINGO, 7/8 DE NOVEMBRO DE 2026 CLÁUDIO HUMBERTO Prazo de validade Governistas apostam que Lula seguirá com Alcolumbre até dezembro, mas depois, se puder, a ideia seria “largar a mão” do aliado de ocasião. Só em último caso Lula se manterá de “mãos dadas” se não houver alternativa para tentar barrar o avanço da direita, liderada por Rogério Marinho (PL-RN). Velho pragmatismo Com Arthur Lira (PP-AL) senador, Lula espera negociação “pragmática” com o Centrão, como tantas outras vezes, e enfim descartar Alcolumbre. Conheceu, vazou Virou piada no gabinete de Lula referências ao fato de Alcolumbre não obter apoio nem dos outros dois senadores de seu estado, o Amapá.
Portal da Transparência está parado há meses O portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pela suposta divulgação de gastos do governo de Lula, está com dados desatualizados há meses. As informações sobre despesas com viagens a serviço estão paradas desde o dia 4 de setembro. Já registros de gastos com cartões corporativos permanecem paralisados desde a fatura de agosto deste ano, conforme indicação do portal. O período coincide com a eleição que culminou com a vitória petista. E a lei? A Lei da Transparência e a Lei de Acesso à Informação obrigam o governo a divulgar, em tempo real e proativamente, dados detalhados dos gastos. Mais de bilhão As despesas com viagens do governo federal estão estacionadas em R$ 1,31 bilhão desde o início de setembro.
Mistério Já os gastos do governo de Lula com os cartões de pagamento do governo federal, os cartões corporativos, pararam em R$ 72,5 milhões. Rivais, mas juntos Rogério Marinho revelou na sexa-feira que conversa diariamente com Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa a presidência do Senado. Ele afirma que combinaram de avaliar até o fim de dezembro: seguirá na disputa quem tiver melhores condições de derrotar Davi Alcolumbre. Lições paraguaias O Paraguai segue dando lições ao Brasil, agora fazendo as instituições funcionarem. Bem diferente do Brasil, onde prevalece a “ética de máfia”, reclamada por ministro do STF durante recente sessão de julgamento. Um “zé ruela” O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) apontou a trajetória irrelevante de Alcolumbre, político que se arrumou na vida sem arrumar seu estado, e se refere ao presidente do Senado, no YouTube, como um “zé ruela”.
Crocodilagem Carlos Portinho (PL-RJ) saiu furioso do plenário do Senado após o agora governista radical Alcolumbre retirar da pauta a redução da maioridade, descumprindo acordo firmado na véspera. Ordem chegou do Planalto. Vergonha alheia Carlos Portinho tentou ligar para Camilo Santana (PT-CE) após Lula mandar os governistas recuarem no acordo sobre a maioridade. O petista não atendeu. “Deve ser de vergonha que não me atendeu”, disse. Avançou Mesmo com divisão interna, a executiva nacional do PDT, partido em rota de extinção, aprovou a federação com o PSB. A coluna trouxe, na sexta-feira, a picuinha entre figuras dos dois partidos. O PSB deliberará na quinta-feira. Porto seguro Após ter sua prisão decretada por tráfico de drogas e associação criminosa, o presidente do Tribunal Supremo da Bolívia, Romer Saucedo, fugiu do país.
A suspeita da Fiscalía é de que ele fugiu para o Brasil, claro. Há anos Dando de ombros para a Legislação, o registro de quanto o governo petista torrou com renúncias fiscais está parado no portal da Transparência desde 2024. A última atualização apontava R$ 70,7 bilhões. Pensando bem... Transparência parada, gastança a mil. COM RODRIGO VILELA E TIAGO VASCONCELOS Rolando o lero Interventor de Pernambuco, Agamenon Magalhães sabia do vazio entre as orelhas de um jovem parente que faria vestibular na Faculdade de Direito. A seu pedido, o professor responsável lhe fez uma pergunta idiota: “Qual é o rio que banha o Uruguai e cujo nome batizou o país?” O rapaz não soube responder e o professor resolveu ajudar: “Vou lhe dar uma dica: é o rio U-ru...”
O rapaz respondeu, triunfante: “Urubu!” O professor não se conteve: “Vou aprovar você por causa do dr. Agamenon, mas urubu é a mãe!” PODER SEM PUDOR Lula, vingativo, pode “largar mão” de Alcolumbre Lula (PT) não perdoa desfeitas ou o que considera “traições”, e o troco costuma ser cruel. Antigos aliados dizem que o presidente reeleito sonha que apareça uma alternativa que permita deixar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) falando sozinho. Ele sempre se irrita quando lembra de derrotas impostas pelo presidente do Senado, como a humilhante rejeição de Jorge Messias para o STF. O PT também não gosta de Alcolumbre, “difícil, limitado, que se acha gênio”, como definiu veterano senador do PT da Região Norte.
Não é governo, é campanha com dinheiro do contribuinte” Bia Kicis (PL-DF), após TSE acatar ação contra chapa de Lula por abuso de poder claudiohumberto.com.br @colunach INTERNACIONAL Paraguai começa a devolver dinheiro aos clientes do Ueno ESTADÃO CONTEÚDO O Banco Central do Paraguai começou a pagar adiantamentos aos correntistas do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeou uma crise política no país. A informação foi confirmada nesta sexta-feira à AFP pelo responsável pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD). “O processo de pagamento dos adiantamentos de garantia aos depositantes do Ueno Bank começou na quinta-feira à tarde”, afirmou José Maciel, diretor da Unidade Administradora do FGD do Banco Central.
A crise política se agravou na quinta-feira, quando o presidente, Santiago Peña, anunciou que deixaria o cargo. A renúncia, porém, ainda não foi aprovada pelo Congresso. A sessão conjunta convocada para analisar sua saída ficou sem quórum, e Peña permanece formalmente na Presidência. O mandatário também enfrenta um processo de impeachment. O impasse está relacionado à intervenção do Banco Central no Ueno Bank, instituição que enfrentava problemas de solvência e mantinha vínculos com o grupo empresarial do qual Peña foi acionista até março de 2025. O fechamento do banco bloqueou recursos de clientes e fundos públicos, provocando protestos no país. As acusações apresentadas pelos deputados no processo de impeachment envolvem supostas responsabilidades de Peña na crise financeira, conflitos de interesse e questões relacionadas à fiscalização da instituição.
Intervenção no banco deixou cerca de três milhões de correntistas sem acesso aos recursos e agravou crise que levou a processo de impeachment contra o presidente O Ueno Bank afirma ter cerca de 3 milhões de clientes REPRODUÇÃO CRISE A crise envolvendo o Ueno Bank que levou à renúncia (não aceita pelo Congresso) e à abertura de processo de impeachment contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña (ex-sócio da instituição), provoca impacto também para brasileiros que tinham valores no banco digital. Um empresário brasileiro ouvido pela reportagem, que falou sob condição de anonimato, disse que não conseguiu transferir a tempo os recursos que tinha no Ueno, apesar de ter tentado. Ele diz estar com valores acima de R$ 1 milhão retidos na instituição.
Uma outra brasileira, que também pediu para não ter o nome divulgado, disse que, embora tenha valores retidos no banco, tem “esperança” de recuperar o dinheiro, mesmo não sendo um valor tão expressivo. Segundo ela, usava o banco para “pagamentos irrisórios, do lar”. O influenciador Jézer Trevisan, de 39 anos, que mora no Paraguai desde fevereiro, também não conseguiu fazer a transferência a tempo, mas diz estar tranquilo com a devolução do valor (que não quis revelar quanto era). Ele já está há quatro dias sem conseguir movimentar os dólares que mantinha no Ueno Bank. Apesar do bloqueio, afirma que a situação não comprometeu seu planejamento financeiro, já que ele e a esposa tinham reservas em outras instituições.
“Nós estamos mais preparados do que a grande maioria. Tínhamos dinheiro em outros lugares. Então, para nós, não fez tanta diferença. Mas a gente sente muito pela grande maioria dos paraguaios e brasileiros”, disse. “Tem empresário que colocou toda a grana lá e que está sofrendo por conta desse bloqueio”. O influenciador conta não ter recebido nenhuma comunicação da instituição sobre o bloqueio. Soube do ocorrido pela internet, depois decidiu conversar com seu contador e acompanhar DECISÃO Fachin homologa delação de fundador da Reag, envolvido no caso do Banco Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira a proposta de delação premiada do fundador da Reag, João Carlos Mansur.
A gestora de que era dono custodiou ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O acordo de delação foi assinado em setembro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos depoimentos e nas informações já entregues aos investigadores, Mansur deu novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e delatou personagens envolvidos no esquema. Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em janeiro e indiciado em setembro pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Nas negociações, ele ofereceu cooperação para auxiliar na recuperação de R$ 20 bilhões de Vorcaro. Investigadores suspeitam de valores mantidos pelo banqueiro no exterior, fora do alcance das autoridades.
A delação é um instrumento em que o investigado auxilia as investigações a produzir provas em troca do abrandamento da pena. EMPRESA A empresa de Mansur, a Reag, administrava fundos nos quais estavam ativos de Daniel Vorcaro e outros integrantes do Master. A alocação dos ativos nessas redes serviam para ocultar o beneficiário final dos bens e para desviar recursos para contas particulares do banqueiro e de seus familiares. A gestora já havia entrado na mira das autoridades quando da deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga a relação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O foco inicial da força-tarefa era a lavagem de dinheiro de negócios ilegais no setor de combustíveis.
Um dos ativos que passou por fundos da Reag foram as cotas do resort Tayaya, que pertencia a familiares do ministro do STF Dias Toffoli. O fundo Arleen, que investiu no empreendimento, tinha como cotista o cunhado e operador financeiro de Vorcaro, Fabiano Zettel. A informação foi revelada pelo Estadão. Depois da crise deflagrada pela exposição de sua relação econômica com o Master, o magistrado admitiu que tinha participação no resort, situado no Paraná. (EC) as medidas anunciadas pelo Banco Central do Paraguai, que decretou intervenção na instituição. “Eu já fui pesquisar e descobri que o Banco Central tinha 15 dias, prorrogáveis por mais 15, para fazer a devolução do dinheiro. Também vi que eles iriam assegurar até 228 milhões de guaranis [aproximadamente R$ 200 mil].
Eu tinha bem menos dinheiro que isso lá, então me tranquilizei”, contou. Ao visitar uma agência, no entanto, encontrou um cenário diferente daquele que conhecia. O brasileiro conta que os funcionários estavam desmontando a estrutura do local e guardando os equipamentos. “Foi uma situação triste, porque cheguei lá e vi que os funcionários estavam realmente desmontando todas as coisas para guardar e o banco tinha fechado de fato”. Agora, Trevisan acompanha o processo de restituição por meio de um QR code disponibilizado pelas autoridades paraguaias, que permite consultar para qual instituição os recursos serão direcionados. “Para a gente, que vive numa bolha, a vida seguiu normal, mas sabemos que isso afetou a grande maioria”, afirmou.
Ele disse que já abriu uma conta em outro banco para receber o dinheiro, mas seu cadastro ainda não havia sido processado até o momento da entrevista. A crise política se agravou na quinta-feira, quando o presidente, Santiago Peña, anunciou que deixaria o cargo. A renúncia, porém, ainda não foi aprovada pelo Congresso. Saiba
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Correio do Estado, Sábado e domingo, 7 e 8 de novembro de 2026 — página 5
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Texto extraído do PDF da edição impressa nº 23.197 do Correio do Estado. Acervo de edições